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Menores suspeitos de envolvimento na morte de dentista são soltos

Juiz considerou que não há provas da participação dos adolescentes. Dentista foi assaltado e queimado vivo no final de maio, em crime que chocou o país

O juiz Marco César Vasconcelos e Souza, da Vara da Infância e Juventude de São José dos Campos, pediu a libertação de três menores acusados de participação na morte do dentista Alexandre Gaddy Peçanha. O magistrado considerou que não há provas suficientes que apontem o envolvimento dos jovens. O dentista foi queimado durante um assalto ao seu consultório em São José dos Campos e morreu uma semana depois em decorrência dos ferimentos. O crime aconteceu no final de maio.

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De acordo com o juiz, a única prova do crime teria sido o depoimento de um dos adolescentes, uma garota de 15 anos. A menor confessou que vigiou a porta do consultório durante o assalto e também contou que o fogo teria sido ateado por acidente por um adolescente de 16 anos. Os outros dois menores negam envolvimento. A falta de prova pericial motivou a liberação dos três, que estavam detidos desde o dia 13 de agosto. Outros dois homens suspeitos seguem presos, ainda sem data definida para o julgamento.

O crime – No dia 27 de maio, Gaddy teve o consultório invadido por assaltantes encapuzados. Os criminosos reviraram o local em busca de dinheiro, mas como não encontraram, decidiram atear fogo no dentista. Os criminosos fugiram em seguida. A vítima teve 60% do corpo queimado e morreu no hospital uma semana depois.

O ataque chocou a opinião pública por ter sido muito parecido com outra bárbarie praticada contra uma dentista, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, menos de um mês antes. Três criminosos atearam fogo e mataram a dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza, de 47 anos. O grupo invadiu o consultório da vítima e anunciou o assalto. Quando descobriram que a dentista tinha apenas 30 reais, atearam fogo em seu corpo.

(Com Estadão Conteúdo)