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Menor leva policiais a casa onde estaria o corpo

Ainda não há identificação dos restos mortais encontrados na casa localizada na região metropolitana de BH. Há dez cães no local. Nove da raça rottweiler.

Por Andréa Silva, de Contagem (MG) 7 jul 2010, 13h40

O menor de 17 anos que confessou ter participado do seqüestro e da morte de Eliza Samudio, 25 anos, ex-amante do goleiro Bruno, está orientando, neste momento, policiais do Rio e de Minas Gerais que tentam localizar o corpo da jovem no município de Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte. Eles chegaram a uma casa, onde foram encontrados restos mortais de uma pessoa, mas ainda não há confirmação se de fato é o corpo de Eliza.

Estão na casa os policiais civis, o menor e o pai de Eliza, Luís Carlos Samudio. No momento em que os restos mortais foram encontrados, Samudio passou mal e teve que ser afastado. O dono da casa é o policial civil Marco, conhecido como Paulista.

Os policiais entraram na casa por volta das 15h. E, no local, descobriram de onde vem a versão, apresentada pelo menor, de que o corpo de Eliza teria sido devorado por cães. O policial tem dez cães: sete filhotes de rotweiler, dois cães adultos da raça e um vira-lata.

Na terça-feira, dia 6, o adolescente prestou depoimento na Delegacia de Homicídios do Rio, após ser localizado na casa do atleta, na Barra da Tijuca. Sem dar detalhes sobre o crime, o menor, que seria primo de Bruno, disse que Eliza está morta.

A versão, que eximiu Bruno de responsabilidade no crime, não convenceu os policiais. “É estranho alguém aparecer com esta versão no momento em que fizemos o contato para Bruno e Macarrão prestarem depoimento”, afirmou o chefe do Departamento de Investigações de Minas, Edson Moreira.

Logo no início desta quarta-feira, a Justiça do Rio de Janeiro aceitou o pedido de prisão temporária do goleiro Bruno, do Flamengo, feito na noite de terça pelo Ministério Público. Por volta das 8h, agentes entraram na residência dele e saíram 15 minutos depois. Mas, segundo a polícia, o goleiro não estava em casa.

A delegada Alessandra Wilke, que preside as investigações, está no Rio, acompanhando o decreto de prisão. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, foram expedidos oito mandados de prisão pela Justiça mineira, entre eles, mais dois contra Bruno e Macarrão, além da mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues Souza – que já foi presa em Belo Horizonte nesta quarta-feira. A prisão de Dayanne é temporária e ela será levada para a Penitenciária da Gameleira, na capital mineira.

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