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Megaoperação cumpre 767 mandados de prisão contra PCC no Paraná

Do total de mandados, 484 são contra criminosos que já estão presos. Até o momento, foram presas 93 pessoas que estavam fora do sistema penitenciário do Estado

Por Da Redação 17 dez 2015, 14h24

As Polícias Civil e Militar do Paraná cumprem nesta quinta-feira 767 mandados de prisão e quatro de busca e apreensão em uma grande operação para combater membros da facção criminosa do Primeiro Comando da Capital (PCC), que atuam dentro e fora dos presídios. No total, 1.500 policiais foram mobilizados para a operação, batizada de Alexandria.

Até o momento foram presas 93 pessoas que estavam fora do sistema penitenciário paranaense. Do total de mandados, 484 são contra criminosos que já estão presos – nesse caso, a pena deles vai aumentar baseado no conteúdo de conversas que foram apreendidas pela polícia. A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Estado informou que foram interceptadas, com autorização judicial, mais de 30.000 ligações, que equivalem a mais de 1.700 horas de conversas dos membros da facção e que mostram os crimes cometidos em benefício do grupo. Os telefonemas também envolvem doze Estados: Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Alagoas, Ceará, Goiás, Santa Catarina, Pernambuco, Rio Grande do Norte.

Ainda de acordo com a Secretaria, parte dos 49 mandados de prisão contra criminosos já detidos em Londrina referem-se a presos que participaram da rebelião de outubro deste ano, na Penitenciária Estadual de Londrina. O motim terminou com uma pessoa morta e 24 feridos.

Além de Curitiba, a ação acontece em municípios da região metropolitana e em outras 72 cidades do interior do Estado. Oito unidades prisionais do Paraná também foram alvos da operação, que conta com o suporte do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Departamento de Execução Penal do Paraná (Depen).

Por uma decisão do Poder Judiciário, 237 telefones estão bloqueados e 28 contas bancárias também estão bloqueadas.

A investigação teve início em agosto do ano passado no Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), depois que os policiais apreenderam diversos cadernos com anotações e detalhes da atuação da facção criminosa no Paraná. O nome da operação foi inspirado na Biblioteca Real de Alexandria ou Antiga Biblioteca de Alexandria, que foi uma das maiores bibliotecas do mundo antigo e que continha praticamente todo o saber da Antiguidade.

(Da redação)

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