Clique e Assine por somente R$ 2,50/semana

Médica nega omissão e responsabilidade pela morte de bebê

'Isso não foi omissão de socorro, já que não era um caso grave', afirmou Haydee Silva ao jornal Extra

Por Da redação 11 jun 2017, 15h15

A médica Haydee Marques da Silva, que não prestou socorro a Breno Duarte da Silva, de 1 ano e 6 meses, morto na última quarta-feira, afirmou ao jornal Extra que deve depor na 16ª Delegacia de Polícia, da Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade, nessa segunda-feira, 11. Ela argumentou que não atende crianças e que estava estressada por ter discutido com o motorista da ambulância. Por isso, tomou a decisão de não trabalhar.

Breno sofria de Síndrome de Ohtahara, uma doença neurológica que gera convulsões fortes. Ele vivia sob cuidado permanente de uma técnica em enfermagem, em casa, e dependia da ambulância para ser conduzido ao hospital. Por causa da desistência de Haydee em atendê-lo, ele não foi transportado e morreu em sua residência. A médica chegou até a portaria do prédio onde morava o bebê, no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste, e minutos depois deixou o local.

  • Na entrevista, Haydee disse não ter sido a responsável pela morte do bebê e que a técnica de enfermagem que acompanhava Breno poderia ter salvado ele. “Isso não foi omissão de socorro, já que não era um caso grave. O menino não faleceu imediatamente, morreu só depois de uma hora e meia”. Ela também negou que esteja fugindo da polícia, embora não tenha sido encontrada até agora para prestar depoimento.

    A Polícia Civil do Rio, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que a investigação está em andamento e que não há informação sobre depoimentos para divulgar.

    (Com Estadão Conteúdo)

    Continua após a publicidade
    Publicidade