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Marqueteiro do PT diz que volta ao Brasil nas próximas horas

Em ofício ao juiz da Lava Jato, João Santana, que está na República Dominicana, comunica que vai se entregar

Por Da Redação 22 fev 2016, 13h32

Alvo de um pedido de prisão temporária na 23ª fase da Operação Lava Jato, o marqueteiro João Santana, responsável pelas campanhas da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula, afirmou à Justiça que voltará nesta segunda-feira ao Brasil. O marqueteiro do PT e a mulher, Mônica Moura, estão na República Dominicana, conforme sua defesa, porque trabalham na campanha à reeleição do presidente do país, Danilo Medina.

Em petição encaminhada ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, eles afirmam que “já agendaram seu imediato retorno ao Brasil, movimento que deve ocorrer nas próximas horas”. A defesa comunicou ao juiz que eles vão se apresentar aos investigadores e pede que sejam tomadas “medidas para que sua chegada ao país não se transforme em um odioso espetáculo público”. O nome deles será incluído na lista de difusão vermelha da Interpol.

O advogado do casal, Fábio Tofic, negou que eles tenham “desistido de embarcar em voo que chegaria hoje ao Brasil” por causa da deflagração da Operação Acarajé. “O referido bilhete aéreo foi emitido pela agência de viagens há mais de uma semana por engano, tanto que cancelado no mesmo dia”, disse o criminalista.

O Ministério Público Federal obteve evidências de que, entre setembro de 2013 e novembro de 2014, uma conta mantida pelo publicitário do PT e pela mulher no exterior recebeu 4,5 milhões de dólares, em nove transferências. A força-tarefa da Lava Jato diz que a conta em nome da offshore Shellbill Finance SA, com sede no Panamá, não foi declarada à Receita Federal.

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