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Marina Silva faz esforço final para criar partido

Em entrevista coletiva neste domingo, a ex-ministra afirma não ter um plano B para disputar as eleições de 2014 no caso de a Rede não ser validada pelo TSE nos próximos dias

Por Da Redação - 22 set 2013, 18h05

Os apoiadores da Rede Sustentabilidade vão começar a semana com um esforço concentrado para tentar garantir a criação do partido a tempo de lançar candidaturas para as eleições de 2014. Integrantes da comissão provisória do partido de Marina Silva, reunidos neste fim de semana em Brasília, trabalham com a possibilidade de conseguir validar as assinaturas necessárias para a criação da Rede nos próximos dias. O grupo acredita que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgará a aceitação da legenda até o dia 3 de outubro.

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O prazo final para criação de partidos aptos a lançar candidatos para o pleito do ano que vem é o dia 5 de outubro. A Rede tem contabilizado até o momento 440.000 apoios certificados pelo TSE – 52.000 a menos do que o mínimo exigido por lei. “Cumprimos dentro do prazo tanto o aspecto legal quanto a questão das quantidades exigidas por lei”, afirmou a ex-ministra Marina Silva, em entrevista coletiva neste domingo, ao destacar que os apoiadores coletaram 30% mais de assinaturas do que o mínimo previsto para a criação de um partido.

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Os idealizadores da nova legenda não consideraram como negativo o parecer dado pelo vice-procurador-geral Eleitoral, Eugênio Aragão, na quinta-feira, no qual pede novas diligências para se conferir as assinaturas coletadas pelos correligionários de Marina. Aragão concluiu que a Rede só conseguiu demonstrar a adesão de apenas 102.000 eleitores à criação do partido. Rejeitando qualquer tipo de concessão para favorecer a criação da sigla, Eugênio de Aragão destaca no parecer que o prejuízo ao regime democrático causado pela eventual ausência do partido na disputa de 2014 seria “ínfimo” se comparado ao dano que causaria a aprovação de uma legenda que não cumpre as exigências da lei.

Plano B – Questionada se tem um plano B, caso a criação da legenda não vingue, Marina Silva respondeu que não. E disse ter conseguido uma metáfora para explicar a situação da Rede. “Vocês já viram alguém indo para o altar com um noivo ou uma noiva e alguém pergunta: e se ele enfartar? E se acontecer alguma coisa, o que ele vai fazer? Ah, estou de olho ali na vizinha, tenho um plano B”.

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Os idealizadores do novo partido aprovaram neste final de semana resoluções referentes a critérios para filiações de integrantes. Até a tarde deste domingo, o grupo da Rede não divulgou o teor dessas resoluções.

Pesquisa – Os problemas no registro da Rede Sustentabilidade podem tirar da disputa uma das candidatas mais fortes na corrida eleitoral de 2014. Na última pesquisa Datafolha, divulgada em agosto, Marina Silva aparece em segundo lugar, com 26% dos votos, contra 35% de Dilma, 13% de Aécio e 8% de Eduardo Campos.

(Com Estadão Conteúdo)

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