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Marina: ‘Governo do PT manteve quadrilha na Petrobras’

Candidata do PSB à Presidência da República evitou responsabilizar diretamente a presidente e adversária Dilma Rousseff pelo 'petrolão'

Por Talita Fernandes 8 set 2014, 13h56

A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, voltou a responsabilizar nesta segunda-feira o governo federal pelos escândalos que assolam a Petrobras. “Quem manteve toda essa quadrilha que está acabando com a Petrobras foi o atual governo, que, conivente, deixou que todo esse desmando acontecesse em uma das empresas mais importantes do país”, disse.

Marina, entretanto, evitou responsabilizar diretamente a presidente e adversária na disputa eleitoral Dilma Rousseff (PT). “A presidente tem responsabilidades políticas. Eu não seria leviana de dizer que ela tem responsabilidade direta pessoalmente. Prefiro que as investigações aconteçam.”

Reportagem de VEJA revelou que, em um acordo de delação premiada, Paulo Roberto Costa, ex-diretor da estatal, afirmou que políticos da base aliada à presidente Dilma receberam dinheiro de um esquema bilionário de corrupção na Petrobras. O rol de citados pelo delator inclui três governadores – entre eles Eduardo Campos -, seis senadores, um ministro de Estado e pelo menos 25 deputados federais que embolsaram ou tiraram proveito de parte do dinheiro roubado dos cofres da estatal. De acordo com depoimento, o esquema funcionou nos dois mandatos do ex-presidente Lula e adentrou a atual gestão da presidente Dilma Rousseff.

A ex-senadora voltou a citar um trecho da Bíblia ao ser questionada sobre o impacto que a citação de seu ex-companheiro de chapa, Eduardo Campos, tem em sua campanha. “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”, disse, citando capítulo do evangelho de Mateus. Desta vez, Marina concentrou sua fala na defesa de que o caso seja apurado, mas não voltou a defender diretamente Campos, morto em acidente aéreo. “Nós estamos preocupados com a verdade. Queremos que as investigações sejam feitas com todo o rigor. Doa a quem doer, seja o que for que tenhamos nessas investigações.”

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Educação – Marina aproveitou ainda a visita a uma creche na região central de São Paulo para fazer mais críticas ao governo federal. “Havia um compromisso do atual governo federal de construir cerca de 6.000 creches, foram construídas apenas 400. Tem 700 em processo de construção. Mas, mesmo assim, de 6.000 para 1.100 é uma diferença muito grande”, criticou. Apesar de reprovar o não cumprimento da meta do governo de Dilma Rousseff, Marina não quis dizer quantas creches construirá, caso seja eleita e respondeu ao questionamento com outro ataque à adversária petista. “Nós não estamos trabalhando com promessa de um número, nós queremos que os recursos – os 10% destinados para Educação, com o bom uso dos recursos do pré-sal para a educação e, obviamente, jamais para a corrupção – possam nos ajudar a ampliar significativamente o número de creches em todo o país”, disse, voltando a alfinetar o PT, que tentou aplicar em Marina a pecha de “adversária do pré-sal”.

Como a lei eleitoral não permite realização de campanha em escolas e creches públicas, a candidata do PSB fez questão de dizer que a agenda da manhã desta segunda-feira era uma “visita técnica”. “É uma visita técnica, não significa qualquer alinhamento político e, obviamente que as pessoas que estão aqui abrirão as portas para quem quiser conhecer a experiência”, disse. Para evitar problemas com a legislação eleitoral, Marina e sua equipe não usaram nenhum material promocional, como adesivos e bandeiras do partido. O vice, Beto Albuquerque, não participou da visita.

Ela apenas assistiu a uma apresentação musical e depois conversou com os alunos enquanto eles participavam de uma aula de educação física. Marina fez perguntas como “Qual o nome da professora?” e perguntou o nome de algumas das crianças – uma a uma.

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