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Marina defende Eduardo Campos: ‘Não podemos matá-lo duas vezes’

Durante agenda de campanha na Bahia, a candidata do PSB defendeu seu ex-colega de chapa e disse que são necessários mais dados antes de qualquer julgamento

Por Talita Fernandes, de Vitória da Conquista (BA) 6 set 2014, 22h00

A candidata à Presidência da República pelo PSB, Marina Silva, defendeu seu ex-colega de chapa, Eduardo Campos, das acusações de envolvimento em esquema de distribuição de propina abastecido pela Petrobras. “Nesse momento, qualquer acusação sobre uma pessoa que não está aqui para se defender pode ser uma grande injustiça. Nós estamos aguardando as investigações porque queremos a verdade, porque não queremos ver Eduardo morrer duas vezes: pela fatalidade, ou por qualquer tipo de leviandade com seu nome e sua memória”, disse.

Durante agenda de campanha na cidade baiana de Vitória da Conquista, Marina adotou um tom defensivo, tentando blindar o PSB, partido ao qual se filiou para disputar as eleições. Ela disse ainda que a lista com os nomes de envolvidos “não traz as informações sobre o depoimento no conjunto das informações que ele está se dispondo a prestar”. A candidata respondeu apenas que as investigações devem ser feitas e aproveitou para lembrar de acusações contra seus adversários. “Nós queremos que as investigações sejam concluídas. Tanto nesse caso quanto em qualquer outro: do mensalão à pista que foi feita na fazenda do familiar de um candidato. Sempre digo a vocês que nós queremos a verdade. Se há culpados, devem ser punidos. Se há inocentes, que sejam inocentados”, disse, sem citar o PT e o PSDB diretamente.

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A tentativa de preservar a imagem de Campos também partiu do vice de Marina, o deputado federal Beto Albuquerque. Em seu discurso, Albuquerque disse que “não tiveram a coragem de enfrentá-lo quando ele estava vivo”. Já Roberto Amaral, presidente nacional do PSB, afirmou neste sábado que “não há acusação digna de honesta consideração; há apenas malícia“.

Reportagem de VEJA revelou que, em um acordo de delação premiada, Paulo Roberto Costa, ex-diretor da estatal de petróleo, afirmou que políticos da base aliada à presidente Dilma receberam dinheiro de um esquema bilionário de corrupção na Petrobras. O rol de citados pelo delator inclui três governadores – entre eles Eduardo Campos -, seis senadores, um ministro de Estado e pelo menos 25 deputados federais que embolsaram ou tiraram proveito de parte do dinheiro roubado dos cofres da estatal. De acordo com depoimento de Paulo Roberto Costa, o esquema funcionou nos dois mandatos do ex-presidente Lula e adentrou a atual gestão da presidente Dilma Rousseff.

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