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Marina: cargo de presidente não é propriedade de partido

Ex-ministra voltou a tentar dissociar-se da crise na campanha do PSB

Por Eduardo Gonçalves 22 ago 2014, 18h27

A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, evitou falar nesta sexta-feira sobre a possibilidade de, se eleita, deixar o PSB para retomar o projeto de viabilizar sua Rede Sustentabilidade na Justiça Eleitoral. Questionada se assumia o compromisso de permanecer na sigla durante um eventual primeiro mandato, Marina desconversou: “Eu me comprometo em governar o Brasil, nós não devemos tratar o presidente como propriedade de um partido. A sociedade está dizendo que quer se apropriar da política. E as lideranças políticas precisam entender que o Estado não é o partido, e o Estado não é o governo”.

A candidata também fez questão de afirmar que, se chegar ao Palácio do Planalto, trabalhará pelo fim da reeleição. “Assumo publicamente o compromisso de ter um mandato de apenas quatro anos para que o Brasil estabeleça uma lógica de orientar a sua ação não com base em fazer o que precisa para se reeleger”, afirmou.

Marina voltou a tentar desvencilhar-se da crise que levou à saída de Carlos Siqueira da coordenação da campanha – agora a cargo da deputada Luiza Erundina. “A dinâmica da campanha vai continuar a mesma porque o PSB mantém a titularidade em todas as coordenações. Não vamos mudar o organograma. A mudança foi feita pelo PSB e continua com o PSB. O meu compromisso foi de manter todas as pessoas que estavam e colocar as pessoas que eu achava mais adequadas na coordenação adjunta”, disse.

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Como já havia dito, Marina afirmou que não irá subir em palanques estaduais nos quais o PSB se aliou ao PT ou ao PSDB, como é o caso de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina. “As alianças serão mantidas do jeito que foram feitas pelo Eduardo Campos. Eu não vou aos palanque que já não estava indo”, disse.

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