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Marcelo Tas encontra blogueiros para discutir voto distrital

Em vídeo, apresentador do CQC defende reforma do sistema eleitoral

O apresentador do programa CQC, da Band, Marcelo Tas, encontrou-se hoje com 20 blogueiros e twiteiros para debater o voto distrital, bandeira do Movimento #EuVotoDistrital que já conta com mais de 100.000 assinaturas em sua defesa. Tas aderiu à campanha e gravou seu apoio em vídeo (confira abaixo). “Eu apoio o voto distrital primeiro porque é uma ideia apartidária”, diz o apresentador. “E também porque significa a sociedade assumir o seu papel.”

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No encontro dos blogueiros, o cientista político Amaury de Souza comparou o voto distrital com o sistema proporcional, atualmente em vigor para a eleição de deputados e vereadores. Pelo modelo proporcional, as vagas são divididas entre os partidos conforme a votação somada de seus candidatos em todo o estado (ou município, no caso de vereadores). Resultado: é um processo caro, porque as campanhas têm grande alcance; e injusto, porque, entre outras distorções, candidatos inexpressivos acabam eleitos na carona dos chamados puxadores de voto – o efeito Tiririca.

Já no sistema distrital, cada estado (ou município) é repartido em áreas – os distritos. Cada distrito só elege um único candidato. E cada candidato só disputa os votos de um único distrito. Vence o mais bem votado naquela área, como nas eleições majoritárias. Simples assim. Com um representante por distrito, fica mais fácil para o eleitor fiscalizar o parlamentar que o representa. Também fica mais fácil votar, uma vez que o eleitor só precisa comparar os candidatos do seu distrito.

Souza demonstrou uma das várias desvantagens do modelo proporcional: dois meses após a eleição, 28% dos eleitores não se lembram mais do candidato em que votaram; quatro anos depois, a proporção sobe para 71% dos eleitores. Isso porque o sistema proporcional distancia o eleitor de seu representante – a ponto de um esquecer o outro.

Congresso – Apesar das mais de 100 mil assinaturas de apoio, o voto distrital passou longe das propostas costuradas por PT e PMDB no relatório de reforma política do deputado petista Henrique Fontana (RS). O texto propõe um modelo ainda mais confuso que o atual, com metade das vagas preenchidas pelo sistema proporcional e a outra metade pelo sistema da lista fechada, que ordena previamente os candidatos de cada partido. A proposta conseguiu desagradar tanto a partidos da base como da oposição, e, como resultado, sua votação foi adiada. Por tempo indeterminado.