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Mansões dos chefões da Rocinha são ilhas de luxo na favela

Por Da Redação 13 nov 2011, 15h09

Eles tinham poder de vida e morte e comandavam com mão de ferro a vida dos moradores da Rocinha. Como se não bastasse, ostentavam um padrão de vida incompatível com o dos 120 mil moradores da maior favela da América Latina. Durante a ocupação da Rocinha pelas forças de segurança, neste domingo, algumas amostras impressionantes do poder econômico do tráfico vieram a público. Na casa de propriedade atribuída ao traficante Peixe, há um aquário digno de mansão de filme americano, além de banheira de hidromassagem e piscina com vista panorâmica para uma das mais belas paisagens do Rio de Janeiro. Peixe atuava no Morro de São Carlos, antes de ser pacificado. Ele foi preso na quarta-feira, quando era escoltado por policiais ao tentar fugir da Rocinha antes da ocupação.

Mansão do traficante Peixe, na Rocinha - 13/11/2011
Mansão do traficante Peixe, na Rocinha – 13/11/2011 VEJA

O detalhe curioso e revelador nessas descobertas é a contradição entre a condição de foragidos da justiça e a ostentação que os bandidos cultivaram por décas na Rocinha. Tanto moradores quanto policiais conheciam os endereços dos principais bandidos da área. O traficante Sandro Luis Amorim, o Lindinho, mantinha uma casa igualmente luxuosa. Lindinho, preso na quarta-feira, era chefe do trafico das favelas de Macaé, no norte do estado do Rio, e vivia “escondido” na Rocinha.

Antônio Bonfim Lopes, o Nem, chefão do tráfico na Rocinha, sempre manteve hábitos luxuosos. Ele adora carrões importados, gastava 20 mil reais por mês em roupas de grife) e tinha mais de uma residência na favela. O chefão da Rocinha também é um bem acabado exemplo da promíscua convivência de celebridades variadas com o mundo do crime. Reportagem de VEJA Rio lembrou a constrangedora situação em que o atacante Vágner Love, do Flamengo, foi a uma festa na Rocinha escoltado por traficantes.

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