Clique e Assine a partir de R$ 7,90/mês

Manifestantes voltam a bloquear vias em São Paulo

Grupo que reclama do valor das tarifas de ônibus e metrô promove terceiro ato, que prejudica o trânsito no horário de pico e deixa rastro de depredação

Por Jean-Philip Struck 11 jun 2013, 19h01

Manifestantes que reclamam do reajuste no valor das passagens de ônibus e metrô em São Paulo voltaram a bloquear importantes vias da cidade nesta terça-feira. É a terceira vez em menos de uma semana que o grupo prejudica o trânsito em horários de pico, além de promover cenas de vandalismo pelas ruas.

Nesta terça, a turba bloqueou faixas da Rua da Consolação e travou a Radial Leste, comprometendo o acesso do paulistano que retorna à Zona Leste da capital. Integrantes do grupo – alguns encapuzados – picharam paredes e atearam fogo em pneus. O estrago só não foi pior até agora porque chove forte em diversos pontos da cidade. Às 19h, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou 111 quilômetros de vias congestionadas.

Quatrocentos homens da Polícia Militar acompanha a marcha. Na Radial Leste, um manifestante foi detido e houve princípio de tensão – a polícia reprimiu tentativas de vandalismo, mas o grupo reagiu com pedras. Não há registro de feridos por enquanto.

Na semana passada, o Movimento Passe Livre, formado por radicais de movimentos e partidos de esquerda, já havia causado transtornos em duas ocasiões. Na quinta-feira, o grupo se reuniu na Praça Ramos de Azevedo, no centro, e seguiu caminhando para a Avenida Paulista. No percurso, deixaram um rastro de vandalismo e entraram em choque com a Polícia Militar. Na sexta-feira, as cenas se repetiram em um protesto semelhante na Zona Oeste, quando os manifestantes voltaram a bloquear vias como a Avenida Faria Lima e a Marginal Pinheiros, causando enormes congestionamentos.

Leia também:

Reinaldo Azevedo: Passe Livre? Lugar de delinquente é na cadeia

Protesto contra aumento da passagem de ônibus termina com confronto e prisões

Depredações – Nesta terça-feira, o Ministério Público de São Paulo afirmou que pretende responsabilizar os manifestantes que depredaram estações de metrô e lojas nos protestos ocorridos na semana passada. Somente nestas estações, o prejuízo chegou a 73 000 reais. Um total de quinze pessoas foram detidas, entre elas o presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino de Melo Prazeres Júnior.

Continua após a publicidade

Publicidade