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Manifestantes ocupam reitoria em protesto na USP

Grupos de docentes, alunos e funcionários exigem eleições diretas para a direção da universidade

Por Da Redação 1 out 2013, 21h28

Cerca de 400 manifestantes ocuparam o prédio da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) na tarde desta terça-feira para exigir eleições diretas para a direção da instituição. O protesto começou às 13 horas e reuniu grupos de docentes, alunos e funcionários dos campi da capital e do interior de São Paulo, além de representantes da Associação dos Docentes da USP (Adusp) e do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp).

O conselho universitário decidiu nesta terça-feira, em encontro fechado, como será a eleição para reitores da USP. Os manifestantes tentaram arrombar as portas da sala onde ocorreu a reunião, mas foram impedidos por seguranças, que estavam do lado de dentro.

A eleição era realizada em três etapas: primeiro e segundo turnos e nomeação pelo governador de um dos nomes de uma lista tríplice dos mais votados. A partir de agora, a escolha do reitor e do vice-reitor será realizada em turno único. A definição entre os três mais votados continua prerrogativa do governador.Ainda não foi definida a data do pleito. O calendário deverá ser definido até a próxima sexta-feira, dia 4. O mandato do atual reitor vigora até 25 de janeiro de 2014

Os manifestantes exigem votação aberta e direta. “Lutamos pelas eleições diretas, paridade de votos entre professores, estudantes e funcionários e o fim da lista tríplice”, reivindica a diretora do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e estudante do segundo ano do curso de Letras, Luisa D`Avola, de 25 anos,

Duas viaturas e cinco policiais acompanham a manifestação na frente do prédio. Não houve confronto durante a entrada dos alunos no prédio.

Em 2011, estudantes ocuparam o prédio da reitoria da USP por uma semana para protestar contra o convênio firmado entre a universidade e a Polícia Militar para fazer a segurança da Cidade Universitária. A crise foi deflagrada pela apreensão de três estudantes que portavam maconha no câmpus Butantã.

(Com Estadão Conteúdo)

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