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Manifestantes fecham as pistas da Marginal Pinheiros

Turba que deixou um rastro de destruição e vandalismo na Avenida Paulista volta às ruas nesta sexta-feira e bloqueia as faixas da Marginal Pinheiros

Por Da Redação 7 jun 2013, 19h50

O grupo de manifestantes que deixou um rastro de depredação na Avenida Paulista na quinta-feira bloqueou as pistas da Marginal Pinheiros, no sentido Castello Branco, e provocou caos no trânsito da cidade de São Paulo na noite desta sexta-feira. A Polícia Militar teve de usar bombas de gás lacrimogênio para conter novos atos de vandalismo.

Os protestos são organizados pela internet por um grupo chamado “Passe Livre”, encabeçado por radicais de alas radicais de partidos de esquerda, para criticar o aumento das tarifas de ônibus e metrô – foram reajustadas de 3 reais para 3,20 reais no último dia 2. No entanto, os atos acabaram marcados por cenas de vandalismo protagonizadas por jovens encapuzados. De acordo com a Polícia Militar, quinze pessoas foram detidas e três ficaram feridas na quinta-feira.

De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), às 19h a cidade registrou 226 quilômetros de vias congestionadas, índice acima da média para o horário numa sexta-feira. Alguns dos piores trechos eram as Avenidas Faria Lima e Rebouças e a Marginal Pinheiros, percurso da manifestação – o ato começou no Largo da Batata, em Pinheiros, na Zona Oeste. As pistas da Marginal só foram liberadas às 19h40, quando o protesto invadiu as ruas do bairro de Pinheiros. O ato reuniu cerca de 4.000 pessoas, segundo PM.

Um dos gritos de ordem dos manifestantes é justamente a promessa de travar a cidade: “Se a tarifa não baixar, São Paulo vai parar”. Além de parar, interferindo com a vida de milhares de pessoas, a turba tem causado prejuízo aos cofres públicos e para comerciantes que tiveram seus estabelecimentos apedrejados e pichados.

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Prejuízo – O Metrô contabilizou um prejuízo de 73 000 reais com as estações depredadas nesta quinta-feira: 68 000 reais pelos vidros quebrados, e 5 000 reais pelas luminárias danificadas. A companhia afirma que irá responsabilizar e acionar judicialmente os autores dos danos ao patrimônio público, “para que os contribuintes e demais usuários não tenham que arcar com o custo desse lamentável episódio”.

As estações Brigadeiro e Trianon-Masp, da Linha 2-Verde, tiveram os vidros de seus acessos quebrados e, assim como a estação Consolação, foram fechadas enquanto os manifestantes passavam pelo entorno. A Estação Vergueiro, da Linha 1-Azul, teve um de seus acessos fechado em razão de depredação em seu interior e um agente de segurança do Metrô foi ferido sem gravidade.

(Atualizada às 20h)

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