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Malafaia prevê manifestação bolsonarista após sessão do STF: ‘Antes, quero ver como vão blindar Moraes’

Estratégia de Malafaia também pode ganhar contornos eleitorais

Por Gabriel Sabóia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 set 2026, 09h01 | Atualizado em 15 set 2026, 09h26
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O pastor Silas Malafaia, um dos principais articuladores e financiadores dos atos de rua em defesa de Jair Bolsonaro (PL), mantém uma postura de cautela diante da sessão do STF que analisará as relações entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, nesta terça-feira. Ao invés de antecipar uma nova mobilização bolsonarista, Malafaia defende que o movimento aguarde o desfecho da análise da Corte. A sessão vai examinar a possibilidade de abertura de uma investigação contra o ministro.

A estratégia de Malafaia também pode ganhar contornos eleitorais, já que ao condicionar uma nova mobilização à atuação do STF, o pastor abre espaço para que o resultado da sessão seja explorado pelo campo bolsonarista como mais um episódio de confronto entre o Supremo e a oposição ao governo Lula.

“Antes (de agendar uma manifestação contra o STF), precisamos ver como o Moraes será blindado, se haverá algum acordo. Caso isso ocorra, iremos para a rua, sim, em um grande ato em Brasília”, afirma Malafaia ao RADAR.

A análise

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O STF analisa nesta terça-feira, a partir das 10h, a possibilidade de abertura de investigação sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. A sessão ocorre em meio à divulgação de documentos e mensagens apreendidas pela Polícia Federal que expõem a suposta relação do controlador do Master com o magistrado e seus familiares. Entre os elementos estão contratos milionários firmados entre empresas ligadas a Vorcaro e o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro.

Um dos pontos que mais chamam atenção é o fato de Alexandre de Moraes ter editado a versão final de um dos contratos firmados entre o escritório de sua mulher e empresas ligadas a Vorcaro. Segundo as informações divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, o documento previa o pagamento de 36 parcelas mensais de R$ 3 milhões líquidos ao escritório, totalizando R$ 108 milhões. Com a incidência dos tributos previstos no próprio contrato, o valor bruto ultrapassaria R$ 131 milhões. Registros técnicos dos metadados do arquivo indicam que a última edição foi feita em um perfil do Office 365 identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”.

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A documentação também revela a existência de outro contrato de honorários envolvendo o escritório Barci de Moraes e empresas relacionadas a Vorcaro. O acordo estabelecia um limite de até R$ 50 milhões durante os 36 meses de vigência. Uma das possibilidades discutidas para o pagamento previa a transferência de cotas de duas aeronaves, um jatinho e um helicóptero, avaliadas em R$ 40 milhões, enquanto os R$ 10 milhões restantes estariam relacionados às despesas de utilização e manutenção.

O raio-x dos ministros do STF

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A relação entre Vorcaro e a família do ministro também aparece em outros registros reunidos pela investigação. Entre eles estão informações sobre cartões de crédito disponibilizados aos filhos de Moraes, com limite de R$ 300 mil para cada um. O material também registra uma recepção organizada por Vorcaro em um hotel de luxo em Campos do Jordão para uma comitiva relacionada a “Alex”, com estrutura que incluía almoço, chef particular, passeios a cavalo e funcionários à disposição.

Neste domingo, o próprio Moraes pediu que fosse retirado o sigilo de uma petição que reúne informações sobre pagamentos e contratos relacionados a Vorcaro. O presidente da Corte, Edson Fachin, acolheu o pedido e determinou o levantamento do sigilo, após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República. Segundo Moraes, o acesso ao conteúdo seria importante para que os demais ministros tivessem conhecimento dos elementos que serão considerados no julgamento.

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