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Mais um policial militar é morto em São Paulo

Caso é o 89º registrado no estado neste ano; madrugada violenta também teve policial civil baleado

Por Da Redação 2 nov 2012, 13h07

Um policial militar foi assassinado na manhã desta sexta-feira em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo. Com este caso, sobre para 89 o número de policiais assassinados desde o começo do ano em todo o estado de São Paulo.

Segundo informações do Jornal Hoje, da Rede Globo, o PM não estava fardado quando foi baleado, por volta de 7 horas. Os tiros antigiram a cabeça e o tórax. A vítima, que não teve o nome divulgado, chegou a ser levada para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Durante a manhã, em cerimônia de uma homenagem a outros policiais que foram mortos enquanto trabalhavam, o comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, Roberval Ferreira França, lamentou mais esta morte.

Menos de 12 horas antes do crime em São Bernardo do Campo, um policial civil foi baleado no bairro do Limão, na Zona Norte da capital paulista. O policial, que não foi identificado, foi levado para o Hospital das Clínicas. Segundo a PM, a vítima estava em uma moto e foi baleada nas costas. Os suspeitos, que ainda não foram identificados, também pilotavam uma motocicleta e fugiram sem levar nada.

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Na noite de quarta-feira, outros dois PMs haviam sido mortos após terem sido baleados na favela de Heliópolis, Zona Sul da capital paulista. Ambos estavam à paisana. As armas dos policiais e outros objetos das vítimas foram levados.

A Polícia Civil vai investigar se o ataque tem relação com a onda de violência contra policiais na capital paulista. Só neste ano foram mortos mais de 80 policiais. Nesta semana, o governo de São Paulo admitiu, pela primeira vez, que traficantes da favela de Paraísópolis ordenaram atentados contra policiais militares na capital.

Operação – Também nesta sexta-feira, a Polícia Militar anunciou que prendeu 25 pessoas em flagrante durante a Operação Saturação na favela de Paraisópolis, Zona Sul de São Paulo. A ação que combate a escalada de violência na cidade foi iniciada na madrugada de segunda-feira. Mais de 500 policiais participam da operação.

Na noite desta quinta, os governos estadual e federal anunciaram que atuarão em conjunto para conter a onda de crimes em São Paulo. A oferta foi feita pelo Planalto. A presidente Dilma Rousseff (PT) telefonou para o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e sugeriu a elaboração de um plano integrado de segurança pública.

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