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Mais três moradores de rua podem ter morrido pelo frio

Casos foram registrados como morte suspeitas, mas estão sendo apurados como hipotermia; no interior, casal morreu ao tentar improvisar aquecedor

Por Da Redação 26 jul 2013, 12h48

O frio na capital paulista pode ter matado outros três moradores de rua nesta semana. Um dos casos já foi confirmado como morte por hipotermia, e a mesma hipótese é apurada pelo Instituto Médico Legal (IML) nos outros dois casos, já que os corpos não apresentam sinais de violência.

Todos esses casos foram registrados na quarta-feira. Por volta das 3h16, um morador de rua ainda não identificado deu entrada no Hospital Geral de Pedreira. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, ele foi encontrado na Estrada do Alvarenga e morreu por hipotermia. Às 7h15, segundo informações da Agência Brasil, o corpo de Luiz Carlos Palegio Correia, de 58 anos, foi recolhido em uma calçada da rua Francisco José Viana, no distrito de Cidade Tiradentes, Zonal Leste. Outro morador de rua, de 35 anos, foi encontrado por policiais militares na rampa de acesso ao Terminal Parque Dom Pedro II, no centro. Ele estava enrolado em um cobertor e não apresentava sinais de violência no corpo.

A madrugada de quarta-feira foi a mais fria em mais de uma década em São Paulo, com temperatura média de 5 graus e sensação térmica de 1 grau negativo na Avenida Paulista.

Liberdade – Na quinta, a Polícia Civil havia encontrado um morador de rua morto por volta de 8h20 na Rua São Paulo, no bairro da Liberdade. Segundo o boletim de ocorrência, o homem aparentava ter 50 anos e já estava morto quando a polícia chegou ao local. O cadáver foi encaminhado para o IML para invetigação da causa da morte. A perícia suspeita de hipotermia.

Nesta sexta-feira, a capital paulista amanheceu com 8 graus e sensação térmica de 3 graus, segundo o Climatempo, e a máxima prevista é de 14 graus.

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Interior – Um casal morreu ao tentar improvisar um aquecedor dentro do quarto para se proteger do frio na noite de quarta-feira, em Guararapes, no interior de São Paulo. O motorista Sérgio José de Oliveira, de 63 anos, e sua mulher, Maria Izabel de Oliveira, de 61, colocaram carvão numa lata de tinta vazia e atearam fogo. A intenção era esquentar o quarto, mas os dois foram intoxicados pelo monóxido de carbono exalado da fumaça do carvão.

O casal foi encontrado morto pela filha na manhã seguinte. Ela teve de pedir ajuda aos vizinhos para arrombar a porta do quarto. O pai estava deitado na cama e a mãe, caída no chão. A PM da cidade está fazendo campanha para esclarecer a população sobre o perigo dos aquecedores caseiros.

Região Sul – No Sul do país as temperaturas foram ainda mais baixas nesta semana e chegou a nevar em pelo menos 128 cidades desde segunda-feira. A Polícia Civil de Sinimbu, interior do Rio Grande do Sul, confirma a morte por hipotermia do morador de rua Marino Fernandes, de 58 anos, na madrugada de terça-feira.

Na quinta-feira, o IML de Porto Alegre recolheu dois corpos de moradores de rua, cuja morte ainda não foi esclarecida. Por não apresentarem nenhuma marca de agressão física, a hipótese mais provável é a de que tenham sofrido algum mal súbito, como enfarte ou bloqueio cardiorrespiratório, associado à exposição à baixa temperatura.

(Com Estadão Conteúdo)

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