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Mãe que tatuou bebê também doou filha de 4 meses

Conselho Tutelar de Betim, em Minas Gerais, tenta encontrar a filha mais nova de Luciene Ramos Lima, presa por ferir um bebê com ácido

Luciene Ramos Lima, de 24 anos, que tatuou e jogou ácido na perna do filho de um ano e oito meses também doou a filha mais nova, de quatro meses, segundo investigações da Polícia Civil de Minas Gerais. O Conselho Tutelar de Betim, na Grande Belo Horizonte, informou que ela entregou a criança para uma família fora da cidade em processo de doação ilegal. Luciene está presa preventivamente desde domingo na penitenciária feminina de Estevão Pinto, na capital mineira, e pode ser condenada a até oito anos de prisão pelo crime de tortura. “Estamos investigando para resgatar a criança”, disse a conselheira Elisa Aparecida de Carvalho, que acompanha o caso.

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Ela tem ainda um terceiro filho, de cinco anos, que vive com o pai. Os homens apontados por ela como pais das duas crianças menores estão presos.

O menino tatuado e ferido com ácido foi encaminhado para uma família substituta onde deverá ficar pelos próximos seis meses. Após esse período, ele passará por ressocialização com a família original e, se não se adaptar, será encaminhado para a adoção. Segundo a polícia, Luciene desenhou com agulha e tinta um coração com as letras YAS na perna da criança – as letras seriam as iniciais do nome do namorado. Depois, ela teria se arrependido e tentado remover a tatuagem com ácido.

Segundo a conselheira tutelar, Luciene é viciada em drogas e vive em condições precárias em um cortiço no bairro de Santo Afonso, em Betim. Uma irmã de Luciene desapareceu grávida e deixou os outros três filhos aos cuidados da mãe. “Suspeita-se que ela tenha sido assassinada, mas até agora nada foi comprovado”, diz a conselheira.