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Mãe de atirador está internada após choque; pai tira férias da PM

Menino de 14 anos que matou dois colegas a tiros em escola de Goiânia na sexta-feira está internado provisoriamente em delegacia

A advogada Rosângela Magalhães, que defende o major pai do menino de 14 anos de idade que matou duas crianças de 13 anos a tiros  no Colégio Goyases, em Goiânia, na sexta-feira, 20, disse nesta segunda-feira a VEJA que o episódio abalou profundamente a família. De acordo com ela, o pai decidiu se afastar da Polícia Militar – vai tirar férias – e a mãe do garoto, que também é PM, ainda está internada após ter entrado em estado de choque ao saber do episódio.

“O major tem direito a férias. E já recomendamos a ele que as tire. É o melhor a ser feito agora”, afirmou a advogada. “Já a mãe, continua internada em uma clínica, porque ela ficou em estado de choque com o que ocorreu na sexta. O médico ainda não deu alta.”

Nesta segunda-feira, o major voltou à Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai) para formalizar o depoimento que já tinha dado na sexta-feira. Ele disse ao delegado que o filho nunca tinha comentado com a família que era vítima de bullying na escola. O major afirmou também, segundo a sua advogada, que a arma usada pelo menino no ataque ficava escondida e que o garoto jamais havia tido acesso a ela.

O garoto autor dos disparos está internado provisoriamente na própria Depai, onde deve ficar por ao menos 45 dias, segundo decisão da Justiça. “O menino está abaladíssimo. Um dos mortos era amigo dele, né? Está difícil conversar com ele. Ele está sendo acompanhado por psicólogos na delegacia”, disse Rosângela.

De acordo com a defesa do major, o menino nunca passou por tratamento psiquiátrico, apenas por acompanhamento de psicólogos. Questionada sobre os motivos e desde quando, Rosângela negou a responder.

No depoimento que deu ao delegado na sexta-feira, o menino afirmou ter se inspirado no massacre de Columbine – que aconteceu em 1999, nos EUA – e no ataque em Realengo, em 2011, no Rio. Ele foi transferido nesta tarde para o Centro de Internação Provisória (CPI) de Goiânia.

Comentários

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  1. Abaladíssimas estão as famílias que perderam os filhos. Se eu fosse matar todo mundo que fazia bullying comigo (minha cor de pele e minha condição social)na minha época de escola, tinha matado uns 100 indivíduos.

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  2. O Brasil precisa urgentemente rever o Estatuto do Menor e do Adolescente. Desde que foi criado e é aplicado, esse estatuto só fez aumentar a violência de crianças e adolescentes contra todo tipo de pessoas. São usados por traficantes para cometer crimes, são bandidos oriundos de situação familiar sem a mínima condição de gerar crianças, são filhos de casais que não sabem educar ou não têm tempo para os filhos, como parece ser o caso desse adolescente de Goiás. O pior, é que as crianças sabem que não vão sofrer punição maior que três anos numa instituição matando uma ou cem pessoas. Isso não tem lógica em nenhum país civilizado do mundo. O garoto assassino tinha parâmetros e mira para matar e simplesmente decidiu matar todos, independentemente de alegar que um colega era o motivo de sua revolta. Assim não dá para continuar. Menores assassinos têm de ter prisão pelo mesmo prazo dos adultos. Se sabem matar, sabem muito bem refletir em que isso vai pesar em suas vidas.

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