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Lula reage ao tratamento acima do esperado

Por Gustavo Uribe

São Paulo – O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva reagiu acima do esperado aos dois ciclos de quimioterapia e não precisará ser submetido a uma cirurgia, hipótese que não era totalmente descartada pelos médicos. A informação é de membros da equipe que trata do petista, em conversa com jornalistas realizada na tarde de hoje no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista. A bateria de exames, a que o ex-presidente foi submetido, para avaliar a eficácia do tratamento, mostrou que o tumor diagnosticado em outubro, na laringe do petista, sofreu uma redução de 75% em relação ao seu tamanho inicial, de três centímetros de diâmetro.

A regressão, segundo o oncologista Artur Katz, excedeu a expectativa da equipe médica. “O tratamento atingiu todos os objetivos que podíamos imaginar, e teve bastante sucesso”, afirmou o oncologista Paulo Hoff. O cirurgião de cabeça e pescoço Luiz Paulo Kowalski frisou que uma cirurgia está “totalmente descartada”.

O ex-presidente foi submetido na tarde de hoje a uma tomografia, uma ressonância e uma laringoscopia, além de um PET-Scan para avaliar os efeitos dos ciclos de quimioterapia. O cardiologista Roberto Kalil Filho, médico pessoal de Lula, informou que durante a manhã o ex-presidente estava bastante apreensivo. “E o resultado foi um alívio tanto para ele como para a equipe médica”. Ele disse ainda que o terceiro e o último ciclo de quimioterapia, a que o ex-presidente será submetido, terá início hoje. A expectativa é que Lula deixe o hospital amanhã à noite.

Após a série de exames de hoje, a equipe médica decidiu manter o cronograma inicial de tratamento contra o câncer. As sessões de radioterapia, definidas pela equipe médica como a parte curativa do tratamento, terão início em janeiro. O fim do tratamento está programado para o final de fevereiro. O oncologista Paulo Hoff informou que a recuperação de um câncer na laringe varia de paciente para paciente, mas a previsão é de que o ex-presidente retorne as suas atividades políticas em março de 2012.