Lula ataca TSE ao sugerir que Justiça Eleitoral pode fazer ‘falcatrua’ nas eleições
Petista sugeriu que os Estados Unidos possam tentar interferir no processo eleitoral brasileiro, algo que ataca a confiabilidade das eleições e das instituições
Nessa confusão da guerra de decisões entre Flávio Dino e André Mendonça, acabou passando batido o discurso do presidente Lula em Teresina, no Piauí, em que o petista colocou em xeque a credibilidade do TSE para conduzir a atual eleição no país.
Num discurso desconexo muito característico dessa atual gestão, Lula sugeriu que Donald Trump e os Estados Unidos poderiam tentar macular o inviolável sistema eleitoral brasileiro e que, acredite, a Justiça Eleitoral poderia compactuar com isso e fazer o que Lula classificou de “falcatrua”. Daí para dizer que a urna eletrônica não é confiável, como dizia seu oponente Jair Bolsonaro, é um pulo.
“Que não venham os americanos quererem influir nas nossas eleições. Que não venha o tribunal eleitoral querer falcatrua. Porque a gente sabe do que eles são capazes. Se vierem se meter aqui, a gente vai derrotá-los, vai derrotar os americanos e vai derrotar quem se meter”, disse Lula num estilo Nicolás Maduro de dialogar sobre a salvação nacional.
A fala de Lula tem vários problemas, mas o principal dele é atacar uma instituição vital para a democracia. Logo Lula que se elegeu prometendo defender as instituições.
O TSE, alvo da fala de Lula, é um tribunal independente, formado inclusive por juízes indicados pelo petista, que administra um dos processos eleitorais mais confiáveis e eficientes do planeta.
Ao sugerir que possa existir “falcatrua” no “tribunal eleitoral” para influenciar o resultado da eleição, Lula parece querer criar uma narrativa para sua eventual derrota nas urnas. Numa semana em que um de seus aliados falou abertamente em convocar o Conselho da República para discutir a disfuncionalidade e a corrupção que reinam em Brasília, não deixa de ser preocupante o surto autoritário do presidente.
A fala de Lula ocorre no momento em que as pesquisas eleitorais mostram que ele foi superado numericamente por Flávio Bolsonaro em cenários de segundo turno.
Com um governo impopular e sem recursos para continuar bancando agendas populistas em plena campanha eleitoral, o petista tenta confundir e colocar o eleitor em dúvida, exatamente como seus adversários já fizeram no passado.







