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Limites para a arte é tema da redação da Fuvest

O enunciado da redação trazia três textos sobre casos recentes envolvendo críticas a exposições de arte

Por Da Redação 7 jan 2018, 17h17

Há limites para a arte? Os candidatos classificados para a segunda fase da Fuvest tiveram de abordar esse tema na redação, aplicada neste domingo, 7. Mais de 21 700  pessoas estavam classificadas para prestar o exame.

Segundo estudantes, o enunciado da redação trazia três textos sobre casos recentes envolvendo críticas a exposições de arte. A prova citava a exposição “Queer Museu”, fechada no ano passado pelo Santander Cultural de Porto Alegre após críticas, a instalação “Bandeira Branca”, de Nuno Ramos, que manteve urubus presos em gaiolas, e as obras do inglês Marc Quinn, que utilizou o próprio sangue em alguns de seus trabalhos.

“A arte não deveria ter limites, mesmo se fere valores de determinados grupos, mas precisa seguir a legislação”, defende o estudante João Negasti, de 25 anos.

Já o professor de inglês Diego Ferreira da Silva, de 31 anos, ressaltou que o tema foi importante para levantar essa questão entre os jovens. Vestibulando de Letras, ele defendeu em seu texto que censurar a arte é um crime. “Não podemos limitar a arte. Caso contrário, não é, é só uma coisa bonita”, comenta.

Além da redação, os participantes responderam a 10 questões dissertativas de português, das quais ao menos três se referiam a leituras obrigatórias da Fuvest: “Iracema”, de José de Alencar “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, e “Claro Enigma”, de Carlos Drummond de Andrade.

(com Estadão Conteúdo)

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