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Líder indígena, cacique Raoni está estável e se recupera bem em UTI

Apesar de melhora no quadro de desnutrição, desidratação e hemorragia abdominal que o mantém internado desde quinta-feira 16, ainda não há previsão de alta

Por Mariana Zylberkan Atualizado em 20 jul 2020, 14h50 - Publicado em 20 jul 2020, 14h39

O líder indígena da etnia caiapó, o cacique Raoni, está estável e apresentou melhora no quadro de desnutrição, desidratação e hemorragia abdominal que o mantém internado desde a última quinta-feira, 16, em Mato Grosso.

No domingo 19, Raoni foi transferido de hospital no município de Colíder, onde estava sendo tratado, para a UTI de um endereço particular na cidade de Sinop. De acordo com pessoas próximas, o sangramento da úlcera gástrica foi controlado e ele passou por exame de ressonância magnética, que não apontou alterações.

Raoni foi internado com sintomas de fraqueza e falta de ar e teve complicações gastrointestinais e desidratação após desenvolver um quadro de depressão causado pela morte de sua esposa, Bekwyjkà Metukire, no dia 23 de junho após sofrer um AVC (acidente vascular cerebral). Eles estavam juntos há pelo menos oito décadas e tiveram oito filhos.

Por medo da pandemia do coronavírus, Bekwyjkà passou mal na aldeia e não foi removida para um hospital, de acordo com a neta Mayalú Txucarramãe. “Meu avô está arrasado com a perda da sua companheira, conselheira e matriarca”, escreveu a neta em uma rede social.

Principal representante da defesa dos direitos indígenas, o cacique Raoni participou ativamente da Assembleia Constituinte, em 1988, manteve encontros constantes com líderes mundiais para tratar do assunto nas últimas décadas e, mais recentemente, foi alvo de uma campanha internacional para ser um dos indicados a concorrer o Prêmio Nobel da Paz.

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