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Laudo descarta que Bernardo tenha sido enterrado vivo

Peritos criminais não encontraram indícios de terra nos pulmões do menino

Por Da Redação 25 abr 2014, 21h25

Um laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP) entregue nesta sexta-feira à Delegacia Regional de Três Passos descartou a possibilidade de o menino Bernardo Boldrini, de 11 anos, ter sido enterrado vivo. Os peritos afirmam que não encontraram presença de detritos minerais, como partículas de terra, nos pulmões do menino, informou o jornal gaúcho Zero Hora. O resultado fez a investigação deixar de lado a possibilidade de o garoto estar vivo quando foi colocado na cova pela madrasta Graciele Ugolini, de 32 anos — a suspeita surgiu depois do depoimento da assistente social Edelvania Wirganovicz, que afirmou não ter certeza se a madastra checou a pulsação de Bernardo antes de enterrá-lo.

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Segundo o diário, peritos do IGP conseguiram coletar amostras promissoras de ‘vestígios biológicos’ de Bernardo, sem entrar em detalhes quais são eles.

Relembre o caso – Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, desapareceu em 4 de abril, uma sexta-feira, em Três Passos (RS) De acordo com o pai, o médico Leandro Boldrini, 38 anos, ele teria ido à tarde para a cidade de Frederico Westphalen com a madrasta, Graciele Ugulini, 32 anos, para comprar uma TV.

De volta a Três Passos, o menino teria dito que passaria o final de semana na casa de um amigo. Como no domingo ele não retornou, o pai acionou a polícia. Boldrini chegou a contatar uma rádio local para anunciar o desaparecimento. Cartazes com fotos de Bernardo foram espalhados pela cidade, por Santa Maria e Passo Fundo, municípios vizinhos.

Na noite de segunda-feira, dia 14, o corpo do menino foi encontrado no interior de Frederico Westphalen dentro de um saco plástico e enterrado às margens de um rio. Segundo a Polícia Civil, Bernardo foi dopado antes de ser morto com uma injeção letal no dia 4. Seu corpo foi velado em Santa Maria e sepultado na mesma cidade. No dia 14, foram presos o pai do menino, a madrasta e Edelvania, que colaborou com a identificação do corpo.

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