Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Justiça sequestra 79 imóveis de fiscal da prefeitura de São Paulo

José Rodrigo de Freitas foi investigado por ter um patrimônio que não condiz com sua renda mensal. Ele também é suspeito de colaborar com a máfia do ISS

A 13ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo atendeu a pedido do Ministério Público (MP) Estadual e determinou o sequestro de 79 imóveis relacionados ao auditor fiscal da Secretaria Municipal de Finanças José Rodrigo de Freitas, de 54 anos, que é conhecido entre seus pares como “rei dos fiscais”. Segundo investigação da Controladoria-Geral do Município, o auditor tem um patrimônio de 220 milhões de reais. O pedido foi feito ao Tribunal de Justiça no dia 28 de maio e inclui salas comerciais, flats e apartamentos na capital, no interior do estado e no litoral.

Freitas apareceu nos sistemas da prefeitura porque seu patrimônio não é condizente com a renda de fiscal. Atualmente, segundo os sistemas da transparência da prefeitura, seu salário bruto é de 5.084 reais. Ele chegou a ser o investigado “número um” da CGM, por ter sido o servidor com o maior patrimônio da cidade, e responde a procedimentos investigativos desde fevereiro – apesar de o inquérito especial contra ele só ter sido instaurado no último dia 2. A expectativa é de que ele seja demitido.

Imposto sobre Serviços – Embora as investigações apontem que Freitas tivesse diversas formas para arrecadar propina, que incluía desde corrupção passiva à prática de extorsão de dinheiro contra contribuintes que deviam impostos, o auditor também é investigado por colaborar com a máfia do Imposto sobre Serviço (ISS).

Os investigadores da máfia apuram informações de que Freitas era responsável por intermediar negócios feitos entre a quadrilha e a CLL Construtora Lameras. Por isso, recebia uma comissão da quadrilha – a ação seria apenas uma de suas fontes de renda paralelas.

Seis outros servidores da Secretaria Municipal de Finanças também são investigados por atuar como “corretores” entre a máfia e empresas. A CGM, entretanto, apura enriquecimento ilícito de setenta fiscais que ainda trabalham na prefeitura.

Os advogados de Freitas não foram localizados. Na CLL, ninguém foi encontrado no início da noite de segunda-feira.

Leia também:

MP apura achaques de mais 7 fiscais ligados à máfia do ISS

(Com Estadão Conteúdo)