Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Justiça nega liberdade a PMs acusados de matar aluna no Rio

Policiais pediam o encerramento da ação penal alegando não haver indícios da participação deles nos crime

Os dois policiais militares acusados de matar, em março de 2017, a estudante Maria Eduarda Alves da Conceição, no Rio de Janeiro, tiveram habeas corpus negados no Tribunal de Justiça do estado. O cabo Fabio de Barros Dias e o sargento David Gomes Centeno pediam o encerramento da ação penal alegando não haver indícios da participação deles nos crime.

Maria Eduarda, de 13 anos, foi atingida por uma bala perdida quando os dois PMs trocavam tiros com traficantes perto da Escola Municipal Jornalista e Escritor Daniel Piza, em Acari, zona norte do Rio, onde a menina fazia aula de educação física na quadra do colégio. Além do tiro que atingiu Maria Eduarda, diversos outros disparos atingiram a escola, que estava em pleno funcionamento e lotada de alunos.

No mesmo processo, os dois policiais também respondem pela execução de dois traficantes de drogas junto ao muro da escola onde Maria Eduarda, estudava. O crime foi gravado por um morador do local e divulgado nas redes sociais. O cabo Fábio de Barros Dias foi denunciado pelo homicídio de Júlio César Ferreira de Jesus e o sargento David Gomes Centeno pelo assassinato de Alexandre dos Santos Albuquerque.

As vítimas estavam caídas, feridas em decorrência de confronto com os militares, quando os policiais fizeram disparos de fuzil à queima-roupa que resultaram na morte dos dois, junto ao muro da escola onde foi atingida a estudante Maria Eduarda.

De acordo com a denúncia oferecida pela 2ª Promotoria de Justiça ao 3º Tribunal do Júri da Capital, foram apreendidos perto do corpo de Júlio César, além de objetos, um fuzil AK 47 e uma pistola Glock, calibre 9 mm, ambos carregados. Ao lado do corpo de Alexandre, foi apreendida uma pistola Glock, calibre 9 mm, carregada.