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Justiça nega liberdade a lobistas da Zelotes

Vallisney de Souza, juiz que conduz os processos da operação, manteve Mauro Marcondes e sua mulher, Cristina Mautoni, presos em Brasília

O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília, decidiu hoje manter presos o lobista Mauro Marcondes Machado e a mulher dele, Cristina Mautoni, acusados de operar o esquema de corrupção para comprar medidas provisórias no governo federal, investigado na Operação Zelotes.

Os advogados do casal haviam solicitado a sua libertação alegando que ambos têm problemas de saúde. Mauro sofreria de hipertensão, insuficiência renal e precisaria de implante de marcapasso. Cristina estaria sentindo fortes dores em razão de uma cirurgia vascular nas pernas, feita em outubro. No caso dela, a defesa sugeriu, alternativamente, a transferência para a prisão domiciliar.

Na decisão, o magistrado justificou que o caso de Mauro já foi analisado, não cabendo reconsideração agora. Quanto a Cristina, argumentou que ainda não foi feito um laudo judicial sobe suas condições de saúde. Ele determinou uma perícia a ser realizada na próxima quinta-feira. O juiz ainda destacou que a prisão do casal é necessária para conveniência da instrução criminal, ainda em curso, e garantia da ordem pública.

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Cristina, inicialmente, cumpriu prisão preventiva em casa, pois se recuperava da cirurgia vascular. Em janeiro, entretanto, baseada em um laudo médico da Polícia Federal que indicava aptidão de Cristina ao regime fechado, a Justiça determinou a remoção dela para uma unidade prisional em Brasília.

A mulher do lobista tem se apresentado de cadeira de rodas nas audiências da Zelotes e reclamado de condições inadequadas na cadeia. Após as queixas, foi transferida para uma sala especial na PF, a mesma em que ficou preso o senador Delcídio Amaral (PT-MS), detido na Operação Lava Jato.

Nesta sexta-feira, a Justiça vai ouvir mais testemunhas de defesa de réus da Zelotes. O deputado federal José Guimarães (PT-CE) informou em ofício não ter o que declarar sobre os fatos investigados e pediu dispensa. Ele foi arrolado pela defesa do réu Eduardo Valadão como um dos congressistas que participaram da discussão das normas.

(com Estadão Conteúdo)