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Justiça manda Samarco realizar perícia emergencial em barragem

Mineradora terá 90 dias para comprovar que não há mais vazamento de rejeitos de minérios que restaram na barragem de Fundão

A Samarco terá 90 dias para comprovar que não há mais vazamento de rejeitos de minérios que restaram na barragem de Fundão, rompida há um ano, em Mariana, Minas Gerais. A decisão é da Justiça Federal de Minas Gerais, que acatou pedido de urgência feito pelo Ministério Público Federal 

O documento destaca que não há prova definitiva de que cessou o derramamento de rejeitos nas barragens de Fundão e Santarém, e que nem as medidas de segurança tomadas pelas empresas responsáveis pela operação das barragens são totalmente eficazes para estancar o vazamento.

A Justiça pede que a Samarco e as outras rés apresentem, nos próximos seis meses, soluções para a retirada da lama que ficou depositada nas margens do Rio Doce, afluentes e foz.

Em deferimento a outro pedido contra as empresas, a juíza determinou também que os réus comprovem no prazo de 30 dias, o depósito de 1,2 bilhão de reais fixados em liminar para ações de recuperação e reparação dos danos socioambientais. Caso a obrigação não seja acatada, a empresa deve pagar multa diária de 1,5 milhão de reais até o cumprimento da obrigação ser comprovada nos autos do processo.

A assessoria de imprensa da Samarco informou que a empresa não foi notificada oficialmente da decisão da Justiça Federal.

(Com Agência Brasil)