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Justiça fluminense afasta Flordelis da Câmara dos Deputados

Deputada é acusada de ser mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo; Decisão será submetida ao plenário

Por Ricardo Ferraz Atualizado em 23 fev 2021, 16h16 - Publicado em 23 fev 2021, 16h13

A deputada federal Flordelis dos Santos de Souza (PSD) foi afastada do Congresso  Nacional por determinação da Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

A decisão unânime – três desembargadores votaram favoravelmente – ainda será submetida ao plenário da Câmara dos Deputados, como determina a Constituição. Flordelis só será afastada se não puder contar com o apoio de metade dos colegas. A deputada é ré, acusada de ser a mandante do assassinato do pastor Anderson do Carmo, com quem era casada.

O desembargador Celso Ferreira Filho, relator do processo, acatou parecer do Ministério Público, alegando que há “uma gama de circunstâncias estranhas” e situações concretas que poderiam atrapalhar “a busca pela verdade” na atuação da deputada.

Tanto a procuradora de Justiça, Maria Christina Pasquinelli Bacha de Almeida, quanto o advogado que representa a família de Anderson, Ângelo Máximo, sustentaram durante a audiência que Flordelis fazia uso da máquina e da função pública para se esquivar da responsabilidade de ser mandante do crime.

Flordelis tem frequentado o Congresso Nacional com uso de tornozeleira eletrônica. Recentemente, ela chegou a celebrar cultos evangélicos na igreja que leva seu nome, em uma espécie de ato de desagravo à si própria. Conforme revelado por VEJA, mesmo respondendo à Justiça, ela tem uma vida de regalias.

Para muitos deputados federais, a sua presença no Congresso arranha a imagem da instituição, principalmente depois que o plenário votou favoravelmente à manutenção da prisão de Daniel Silveira (PSL-RJ), depois de ele ter feito ataques ao Supremo Tribunal Federal.

 

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