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Justiça do Paraguai liberta Ronaldinho Gaúcho

Juiz determinou a suspensão do processo contra eles com o pagamento de 200.000 dólares que deve ser aplicado na luta contra a Covid-19

Por Eduardo Gonçalves Atualizado em 25 ago 2020, 15h23 - Publicado em 24 ago 2020, 17h44

O juiz Gustavo Amarilla Arnica concedeu liberdade ao ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e o seu irmão, Roberto de Assis, que estavam em prisão domiciliar no Paraguai. Em audiência nesta segunda-feira, dia 24, o magistrado atendeu a um pedido da promotoria paraguaia para suspender o processo com a condição de que fosse paga uma multa de 200.000 dólares.

Presentes no julgamento, Ronaldinho e o irmão aceitaram os termos do acordo apresentado pela Ministério Público, conforme era esperado. À Justiça, eles informaram que vão fixar domicílio no Rio de Janeiro – lá, terão que prestar contas às autoridades a cada quatro meses.

Eles são acusados de uso de passaporte falso e estão presos no Paraguai há cinco meses e 20 dias – passaram um mês num presídio de segurança máxima e o restante do tempo em regime domiciliar em um hotel de luxo, em Assunção. Em março, a promotoria havia pedido a prisão preventiva para investigar a prática de outros crimes, como lavagem de dinheiro e evasão de divisas, mas não avançaram nas apurações.

  • A audiência, que durou três horas, foi transmitida ao vivo pela TV Justiça paraguaia. O juiz determinou a suspensão do processo contra Ronaldinho Gaúcho – a promotoria não encontrou nenhuma prova de que ele tivesse conhecimento das irregularidades. Já Assis foi condenado a dois anos, mas ganhou o direito de ter a execução da pena anulada. A punição foi um pouco mais pesada, porque os investigadores acharam mensagens em seu celular que indicam que ele sabia a confecção dos documentos fraudulentos.

    Conforme a decisão, Ronaldinho terá que pagar 90.000 dólares às autoridades paraguaias. e Assis, 110.000 reais. Esse valor será descontado do 1,6 milhão de dólares que eles haviam depositado como fiança para poderem cumprir prisão domiciliar, em abril. Portanto, a soma de 1,4 milhão deve voltar ao bolso dos irmãos.

    O juiz Amarilla determinou que o dinheiro pago pelos brasileiros deve ser encaminhado ao Hospital das Clínicas para a compra de insumos na luta contra o novo coronavírua e para a campanha de uma menina que sofre de atrofia muscular espinhal.

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