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Justiça determina que Sean seja entregue ao pai até quinta-feira

Por Da Redação
23 dez 2009, 14h15

Tribunal Regional Federal da 2ª Região determinou nesta quarta-feira que o menino Sean Goldman seja entregue ao pai biológico, David, voluntariamente até as 9h de quinta-feira, dia 24. O garoto deve se encontrar com o pai para viajar aos Estados Unidos no Consulado do país no Rio de Janeiro.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, cassou na terça-feira a liminar impetrada pela avó, Silvana Bianchi – e concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello -, que permitia que o menino ficasse no país até a Justiça julgar o pedido para que ele fosse ouvido.

A família brasileira do menino admitiu nesta quarta que não há mais nada a fazer para manter o menino de 9 anos no Brasil. Com essa decisão, a criança poderá ser entregue a qualquer momento ao pai, que está hospedado no Hotel Marriott, em Copacabana, na zona sul do Rio do Janeiro.

Segundo o advogado, o padrasto, João Paulo Lins e Silva, e a avó, Silvana Bianchi, admitem a derrota e “querem uma transição harmoniosa para zelar pelo bem do menino”.

Drama familiar – Silvana Bianchi, avó de Sean, contou que está disposta a viajar para os EUA acompanhando o neto, mas que tem dificuldades para encontrar um voo para Nova York.

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“Ele (o menino) está muito triste, não queria ir. O Gilmar Mendes cassou um direito dele de se expressar, um direito de ele abrir a boca e dizer que não queria ir. Dentro do país dele, não é respeitado. Aqui dentro, tem a lei da mordaça. Se troca criança por acordo financeiro, acordo econômico”, desabafou a avó, por telefone, no viva-voz, aos repórteres que estão na frente do hotel onde Goldman está hospedado em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro.

Segundo ela, a família tenta negociar com Goldman uma transição que seja menos traumática para o garoto. “A proposta é a gente tentar negociar uma transição. Porque isso vai ser um trauma na vida desse menino, do tamanho de um bonde. A criança não é um pacote que você despacha de um país para o outro. Essa criança tem alma, é uma pessoa. Os direitos não estão sendo respeitados. Para que tem o estatuto do menor e do adolescente? Para limpar chão?”

Silvana disse que não falou com David Goldman e que o contato entre as duas partes tem sido feito pelos advogados. “É meu neto, estou há cinco anos com ele. Não vou largar esse menino como se fosse um pacote que se despacha via Sedex”, disse.

(Com Agência Estado)

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