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Justiça determina fim dos bloqueios nas estradas federais

Multas para o não cumprimento da decisão podem chegar a 50 mil reais por hora. Tropas da Força Nacional foram acionadas para ajudar na liberação

Por Da Redação - 26 fev 2015, 04h17

A Justiça determinou a proibição dos bloqueios de caminhoneiros nas estradas federais em pelo menos dez Estados. As decisões atendem a um pedido da Advocacia-Geral da União e impedem paralisações em rodovias de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Bahia e Ceará.

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As multas para o não cumprimento variam de local para local, mas chegam a até 50 mil reais por hora para os caminhoneiros que insistirem nos bloqueios. Segundo o último balanço da Polícia Rodoviária Federal, divulgado na noite de quarta-feira, seis Estados continuam com trechos de estradas federais paralisados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Ceará. No total, existem 81 pontos de bloqueio.

Tropas da Força Nacional também foram enviadas para auxiliar a Polícia Rodoviária na liberação das rodovias. A medida foi defendida pelo ministro da Justiça José Eduardo Cardozo. “É legítimo que as pessoas se manifestem, mas não podemos trazer dano à sociedade, não podemos privar as pessoas de alimentos, de medicamentos”, disse ele.

As paralisações, que ganharam força no começo da semana, obrigaram algumas empresas a suspender suas entregas e ameaçam o abastecimento de alimentos e combustíveis em algumas cidades. Na região Sul, o protesto afetou a produção de carne e houve desabastecimento de verduras e leite fresco no norte do estado do Paraná. Também houve interrupção das atividades na colheita de soja do Mato Grosso devido à falta de combustível para as máquinas agrícolas.

Negociações – Na tentativa de encerrar o protesto, o governo apresentou uma série de propostas que foi aceita por sindicatos e associações de caminhoneiros na noite desta quarta-feira. O acordo, no entanto, não garante o fim dos bloqueios, já que o movimento surgiu de forma autônoma e não é controlado pelos sindicalistas.

(Com agência EFE)

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