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Justiça autoriza transferência de assassino de Glauco

O juiz federal substituto da 2ª Vara Criminal em Foz do Iguaçu, Mateus de Freitas Cavalcanti Costa, autorizou na segunda-feira o pedido de transferência de Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, que confessou ter matado Glauco Villas Boas e seu filho Raoni, para a Penitenciária Federal de Catanduvas, também no Paraná.

O pedido foi feito pela Polícia Federal (PF) em Foz, onde Cadu está detido desde março. A PF argumenta que há superlotação carcerária. Além disso, existe risco à integridade física dele e dos demais detentos, por conta da sua “postura violenta e agressiva”.

Segundo a Justiça Federal, o diretor do Sistema Prisional Federal já reservou uma vaga em Catanduvas. Não há informação sobre quando Cadu será transferido. Glauco e Raoni foram mortos a tiros na casa do cartunista, em Osasco, na Grande São Paulo, na madrugada do dia 12 de março.

Confissão � Cadu confessou os crime em depoimento à Polícia Federal, em meados de março. Ele foi preso quando tentava fugir do Brasil pela Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu, na fronteira com o Paraguai. Segundo a Polícia Federal (PF) de Foz do Iguaçu, o assassino confesso dirigia um Fiesta Preto roubado, com placa de São Paulo.

“Ele deu alguns detalhes do crime e confessou ter sido responsável por matar o cartunista Glauco e confessou sua intenção em fugir para o Paraguai”, disse o delegado Josiel Iegas. Ao ser abordado para procedimentos de rotina, Cadu saiu do carro e atirou, baleando no braço um agente da PF. Em seguida, houve troca de tiros e Cadu foi preso em flagrante por tentativa de homicídio e resistência à prisão. Cadu estava com uma pistola igual a do crime, uma semi-automática oxidada 7,65 mm.

Premeditado – Testemunhas da morte de Glauco afirmaram à polícia que o crime foi premeditado. O assassino confesso era membro da Igreja e Comunidade Céu de Maria, fundada por Glauco. No sítio perto do pico do Jaraguá, Cadu teria emboscado a enteada do cartunista, Juliana, para atrair o resto da família. Quando Glauco já estava no local do crime, Raoni chegou e viu o pai ferido com um tiro. Testemunhas afirmam que ele implorou pela vida do pai mas acabou sendo também baleado.