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Justiça aceita denúncia contra mãe e padrasto de Joaquim

Casal passa a ser réu no caso da morte do garoto de três anos. Eles serão acusados de homicídio triplamente qualificado

A Justiça de Ribeirão Preto, em São Paulo, acatou nesta segunda-feira a denúncia do Ministério Público Estadual contra a mãe e o padrasto do menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos. Eles são acusados da morte do garoto, cujo corpo foi encontrado boiando no Rio Pardo, no dia 10 de novembro do ano passado.

A mãe do menino, Natália Ponte, foi acusada de homicídio triplamente qualificado. Há ainda um agravante, segundo o promotor: Natália tinha consciência dos riscos a que Joaquim estava exposto, uma vez que conhecia o passado do padrasto, Guilherme Longo, que já foi internado em clínicas para reabilitação de dependentes químicos – ele admitiu ser usuário de cocaína. Segundo o promotor Marcus Túlio Nicolino, a omissão de Natália foi determinante para a morte do menino. Longo também deve responder por homicídio triplamente qualificado. O processo corre na 2ª Vara de Execuções Criminais de Ribeirão Preto.

Prisões – Longo permanece preso preventivamente na penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo. Nátalia, que estava na mesma prisão, obteve habeas corpus na última sexta-feira, concedido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

O inquérito policial aponta que Longo aplicou uma superdosagem de insulina no menino, que era diabético, e depois jogou o corpo no córrego que fica próximo à casa onde a família morava, em Ribeirão Preto.

O padrasto relatou à polícia que colocou o afilhado para dormir e saiu para comprar cocaína, mas voltou depois de quarenta minutos por não ter conseguido a droga e não encontrou Joaquim em casa. O menino foi diagnosticado com diabetes poucos meses antes de morrer.