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Julgamento sobre Lulinha será porta para STF rediscutir papel das CPIs no Congresso

Decano do Supremo, Gilmar Mendes faz duros questionamentos sobre a conduta do senador Alessandro Vieira no Senado

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 abr 2026, 06h01 | Atualizado em 17 abr 2026, 07h47
Julgamento sobre Lulinha será porta para STF rediscutir papel das CPIs no Congresso Priorizar nos meus resultados Google

Decano do STF, Gilmar Mendes mostra que não vai deixar passar barato o caso dos indiciamentos propostos pela CPI do Crime Organizado contra ministros da Corte. Além de pedir a ação da PGR contra Alessandro Vieira, vai tratar do caso no plenário do Supremo.

O julgamento no STF da decisão que suspendeu a quebra de sigilo de Lulinha pela CPI do INSS, ainda sem data marcada, será usado como parâmetro para que o Supremo rediscuta — e limite — os poderes de investigação dessas comissões, tratando tanto de questões de indiciamento quanto de quebras de sigilo e convocações.

Sobre a conduta de Vieira, Mendes diz que a PGR terá de esclarecer se o relator da CPI tinha objetivos ocultos ao investir só contra o STF. “Ele é delegado civil. Por que não tratou das milícias? Está protegendo colegas da delegacia?”, questiona o  ministro.

Mendes diz ter “dúvidas” sobre a motivação de Vieira para não indiciar chefes de facções: “Por que ele não cumpriu o objetivo da CPI de investigar as facções? Foi por medo ou por conivência? É interesse eleitoral, já que facções financiam campanhas políticas?”

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Em sua defesa, Vieira diz que suas posições na CPI não configuram abuso de autoridade e estão protegidas pela imunidade parlamentar: “Ameaças não vão mudar o curso da história”.

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