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Julgamento do caso Mércia entra em dia decisivo

Sentença pode sair nesta quinta, após debates entre defesa e acusação; nesta quarta, réu negou diante do júri ter matado a ex-namorada

Por Da Redação 14 mar 2013, 09h32

A decisão do júri pela condenação ou absolvição do policial militar aposentado e advogado Mizael Bispo de Souza, de 43 anos, acusado de matar a ex-namorada Mércia Nakashima, em 2010, deve ser conhecida nesta quinta-feira. A sessão, que começou às 9h33, será marcada pelos debates entre acusação e defesa.

Primeira a se dirigir ao júri, a promotoria terá duas horas para sua fala, mesmo tempo concedido à defesa. Caso ache necessário, a acusação pode requisitar mais uma hora de réplica, o que concederá aos representantes do réu também o direito a mais uma hora para a tréplica. Ao final dos debates, os jurados, cinco mulheres e dois homens, se reúnem para decidir pela culpa ou inocência de Mizael.

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O réu falou nesta quarta-feira diante dos jurados e negou ser o assassino de Mércia. “Criaram uma situação para jogar em mim. Transformaram um problema pessoal que eu tinha com o delegado nisso. Eles não queriam o autor do crime, eles queriam um culpado.” Na terça-feira, o delegado responsável pelo caso, Antonio de Olim, disse não ter dúvida de que Mizael matou Mércia.

Em um depoimento de quase duas horas, Mizael afirmou ainda não haver nenhuma prova que o incrimine, “porque em momento algum estou na cena do crime”, declarou. O promotor do caso, Rodrigo Merli Antunes, se recusou a fazer perguntas, porque, segundo ele, o réu já havia dado seis versões diferentes sobre o crime.

Mércia Nakashima desapareceu após sair da casa dos avós, em Guarulhos, em 23 de maio de 2010. Em 10 de junho, após receber informações de um pescador, o carro dela foi localizado submerso em uma represa de Nazaré Paulista, no interior do estado. O corpo, em avançado estado de decomposição, foi encontrado um dia depois. Mizael se entregou à polícia em fevereiro de 2012.

(Com Estadão Conteúdo)

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