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Juiz estende prisão de suspeitos detidos com 423 kg de cocaína em Santos

Ao converter prisão em flagrante por preventiva, magistrado considerou, além da quantidade de drogas, oferta de propina e ameaça de morte a seguranças

Por Estadão Conteúdo Atualizado em 16 set 2019, 11h37 - Publicado em 16 set 2019, 11h26

As duas pessoas presas em flagrante transportando 423 kg de cocaína no Porto de Santos (SP) na última quinta-feira, 12, tiveram suas prisões convertidas em preventivas após audiência de custódia realizada na sexta-feira 13.

O juiz federal Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal, acolheu o pedido do Ministério Público Federal, que considerou “tratar-se de crime de tráfico internacional de cocaína em elevada quantidade, bem como que antes da prisão houve ameaça direta pelo menos a dois seguranças trabalhando no Porto de Santos, mencionando-se o pagamento de 100.000 reais de propina e ameaça de morte em caso de recusa.”

A Procuradoria sustentou ainda que o crime demonstrou a “intensa periculosidade” dos presos e a “grave ameaça à ordem pública” caso fossem colocados em liberdade. “No mesmo sentido, os contatos com a organização criminosa internacional, capaz de exportar elevada quantidade de cocaína, o que pressupõe integrantes em pelo menos dois países diversos, configura elevado risco de fuga e de não aplicação da lei penal.”

  • Para o juiz federal, o valor da propina oferecida, a ameaça de morte aos seguranças e a elevada quantidade de cocaína apreendida devem ser considerados agravantes. “Diante desse quadro, reputo imperiosa a decretação da prisão preventiva, dada a necessidade de assegurar a manutenção da ordem e aplicação da Lei Penal”, decidiu o magistrado.

    Segundo a Polícia Federal, o destino da cocaína era o Porto de Antuérpia, na Bélgica. A droga seria colocada em contêineres que seriam transportados pelo navio Uasc Khor. A embarcação partiria no mesmo dia para o terminal portuário belga. Ainda de acordo com a PF, o motorista do veículo que levava a droga foi monitorado a partir de investigações em andamento.

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