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Juiz do Piauí é afastado por favorecer suspeitos de ligação com o PCC

Segundo o CNJ, Valdemir Ferreira Santos é acusado de 'direcionamento judicial' para beneficiar investigados pela Operação Carbono Oculto

Por Bruno Caniato Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 30 jun 2026, 13h28 | Atualizado em 30 jun 2026, 14h24
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O juiz estadual Valdemir Ferreira Santos, do Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI), foi afastado do cargo sob suspeita de beneficiar judicialmente suspeitos de envolvimento com o PCC. A medida foi determinada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta terça-feira, 30.

Segundo a Corregedoria do CNJ, Valdemir Santos é suspeito de “direcionamento judicial” em favor de alvos da Operação Carbono Oculto, que investiga a infiltração da facção criminosa no setor de combustíveis. Desde 2019, o magistrado atua na Central de Inquéritos de Teresina.

As práticas que levantaram suspeitas contra o juiz incluem o trancamento de um inquérito relacionado à operação, a cassação de medidas cautelares que já haviam sido confirmadas pelo TJPI e a retirada de provas dos autos de uma ação penal que tramitava em outra unidade da Justiça.

Um dos casos suspeitos ocorreu em abril deste ano, quando Santos anulou um inquérito contra donos de uma rede de postos de combustível no Piauí por suposta lavagem de dinheiro para o PCC. Na época, o juiz justificou o arquivamento com base em uma decisão emitida por Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que restringiu o uso de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) recebidos pelo Ministério Público sem autorização da Justiça.

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A investigação arquivada por Santos foi um desdobramento da Operação Carbono Oculto, deflagrada em São Paulo em agosto de 2025, que revelou uma ampla rede de ligações entre o PCC, fintechs e o setor de combustíveis. Em março deste ano, o Ministério Público do Piauí denunciou doze investigados no estado por fraude, lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis vendidos ao público — os principais alvos no Piauí foram os empresários Haran Santhiago Girão Sampaio e Danilo Coelho de Sousa, proprietários da rede de postos HD.

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