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Jovens de classe média atacam turistas em Copacabana

Polícia Civil prende um dos acusados e obtém mandado de prisão contra outros dois. Trio mora em Copacabana e foi reconhecido por atacar casal em março deste ano

Ser rico ou pobre não tem, necessariamente, relação com o grau de honestidade de alguém. No entanto, não deixa de ser surpreendente quando se descobre que um criminoso ou um grupo “bem-nascido” seja flagrado em crimes, principalmente os violentos. A Polícia Civil do Rio desmontou, nesta terça-feira, uma quadrilha de assaltantes composta por jovens de classe média do bairro de Copacabana, na Zona Sul. Os três jovens são acusados de roubar um casal de turistas no bairro, e a polícia espera, agora, que sejam reconhecidos por outros crimes.

O trio, segundo a polícia, aproveitava-se do alto movimento de turistas para atacar. Um dos suspeitos foi preso esta manhã por policiais da 14ª DP (Leblon), que investigam o grupo. Daniel Alessandro Carvalho Picco, 19 anos, foi detido em casa, na Avenida Princesa Isabel, com um quilo de maconha e 200 gramas de cocaína. Também foram encontrados material para preparo de drogas, duas balanças de precisão, e dois alicates de pressão usados para arrombar cadeados.

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A vítima de Picco foi um casal de turistas maranhenses assaltado em 12 de março, quando passava um fim de semana em Copacabana. Eles foram abordados na esquina da Rua Souza Lima com a Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Daniel estava armado e foi reconhecido em fotografias pelas vítimas. Os mandados de prisão contra os três “amigos” foram expedidos a pedido da delegada Monique Vidal, titular da 14ª DP (Leblon).

Um dos comparsas, Alexandre Benévolo Bruno Martins, também de 19 anos, foi preso em flagrante no último sábado por ter assaltado uma banca de jornal. Ele é filho do ex-lutador de Jiu-Jitsu Alexandre Benévolo Bruno Martins, conhecido como “Alexandre Linguinha”. O terceiro suspeito, Pedro Ricardo Pereira Fraga, 19 anos, também está com a prisão temporária decretada, mas está foragido.

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Moradores de Copacabana reclamam de falta de policiais nas ruas. Desde a criação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), o governo do estado do Rio passou a alocar mais de 10.000 policiais em 38 favelas do Rio. Todas as favelas da Zona Sul estão ocupadas pela polícia. Mas, embora seja comemorada a queda de crimes na capital devido a esse tipo de policiamento, os roubos de veículos aumentaram. Foram registrados 9.209 casos de roubos de veículos no estado do Rio no primeiro trimestre deste ano, uma alta de 25% em relação ao mesmo período de 2008, antes da instalação de UPPs.

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