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Jovem que matou cinco em SC era recluso e não tinha antecedente criminal

Segundo delegado, Fabiano Kipper Mai era introspectivo, teria sofrido bullying na escola e gostava de jogos online; polícia acha 11 mil reais em sua casa

Por Juliana Castro Atualizado em 4 Maio 2021, 19h35 - Publicado em 4 Maio 2021, 19h16

O jovem de 18 anos que matou cinco pessoas — entre elas três crianças com menos de 2 anos de idade — em uma creche em Saudades, no oeste de Santa Catarina, foi identificado como Fabiano Kipper Mai. Segundo o delegado Jerônimo Marçal, ele tentou entrar em todas as salas da escola infantil Pró-Infância Aquarela, mas as professoras, ao ouvirem os gritos, já haviam trancado as portas. “Quero exaltar a bravura das profissionais. Imagine o terror pelo qual elas passaram”, afirmou o delegado.

Kipper Mai, que tentou suicídio depois de cometer os crimes, foi socorrido e levado para um hospital na cidade vizinha, Pinhalzinho, onde passa por cirurgia. A segurança no local foi reforçada por conta da revolta de moradores. O delegado ouviu relato de pessoas próximas ao jovem. “Ele vinha maltratando animais, muito introspectivo, na dele. Aquele perfil, que já não é mais tão incomum, de jovem que se tranca no quarto e ninguém sabe o que está fazendo. Gostava de jogos online, inclusive com violência”, detalhou o delegado em entrevista na noite desta terça.

Keli Adriane Aniecevski era professora e foi morta pelo jovem
Keli Adriane Aniecevski era professora e foi morta pelo jovem – Reprodução/Reprodução
Mirla Renner, de 20 anos, foi morta no ataque do jovem de 18 anos à creche
Mirla Renner, de 20 anos, foi morta no ataque do jovem de 18 anos à creche – Reprodução/Reprodução

Marçal ouviu relatos de que o jovem teria sofrido bullying na escola em que cursava o ensino médio e, inclusive, teria pedido para não mais frequentá-la. Kipper Mai trabalhava em uma empresa de Saudades e guardava o que ganhava em casa. Em busca na residência do jovem, a polícia encontrou 11 mil reais e apreendeu o computador dele. O jovem não tinha antecedentes criminais. Os pais e a irmã do autor do ataque foram ouvidos informalmente. “Ninguém da família imaginava uma coisa dessas”, declarou o delegado. A mãe do jovem tem recebido ataques em suas redes sociais, mas também mensagens de pessoas que dizem que ela não tem culpa do que o filho fez.

O jovem entrou na escola por volta das 10h desta terça. Três crianças de menos de dois anos de idade e a professora Keli Adriane Aniecevski, de 30 anos, morreram na hora, com as facadas recebidas pelo agressor. A agente educativa Mirla Renner, de 20 anos, morreu após ser socorrida. Todas as vítimas receberam ao menos cinco golpes. Uma criança está em estado grave.

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