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Jovem é estuprada em estação do Metrô de São Paulo

Mulher de 18 anos foi violentada por dois homens dentro de uma cabine de recarga de cartões do Bilhete Único, onde trabalha, na noite da última quinta

Por Da Redação 6 abr 2015, 14h11

Uma funcionária de uma cabine de recarga do Bilhete Único foi estuprada dentro do seu posto de trabalho na Estação República do Metrô, uma das mais movimentadas de São Paulo. Ela se preparava para sair do trabalho quando foi abordada por dois criminosos na noite de quinta-feira. A ocorrência só veio a público nesta segunda, depois que servidores do Metrô denunciaram o estupro. A Polícia Civil investiga o caso e já possui imagens de câmeras de vigilância que podem ajudar a identificar os suspeitos. Contratada da empresa Prodata Mobility, uma das prestadoras do serviço de bilhetagem do Metrô, a operadora de recarga tem 18 anos.

Segundo o boletim de ocorrência interno do Metrô de número 424/15, por volta das 23h30, ela estava encerrando suas atividades quando tentou ver pelo olho mágico da porta do quiosque, que fica perto da saída para a Rua do Arouche, antes de abri-la. O mecanismo, porém, “estava quebrado”. A jovem, então, apagou a luz e abriu a porta. Nesse momento, “foi surpreendida por um indivíduo” de aproximadamente 1,75 metro de altura, fisicamente “forte”, com os cabelos raspados e usando óculos. “Sob ameaça”, o homem amarrou as mãos da funcionária “atrás das costas com fita adesiva, tirou a roupa da vítima e praticou o ato sexual”.

Em seguida, o estuprador abriu a porta da cabine, que é blindada, “para a entrada de um segundo indivíduo”, com cerca de 1,80 metro de altura, fisicamente “fraco” e trajando roupa social. O primeiro bandido o chamava de “Rafinha”. Esse criminoso perguntou à vítima “se ela sabia abrir o cofre” que fica dentro da cabine, mas a jovem respondeu que não. O próprio bandido tentou abrir o equipamento, mas não conseguiu.

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Segundo o boletim de ocorrência, “Rafinha” chegou a levar um carrinho de mão “tipo armazém” para carregar o cofre para fora do quiosque da Prodata. Os celulares da vítima e da empresa foram roubados pelos criminosos, que fugiram. Antes de saírem da cabine, eles desamarraram a funcionária “e determinaram que esta permanecesse dentro do quiosque por 30 minutos”. Quando saiu, a jovem pediu socorro a seguranças do Metrô que estavam perto da área das catracas.

O delegado Osvaldo Nico Gonçalves, diretor da Delegacia Especializada de Atendimento ao Turista (Deatur), que controla a Delegacia do Metropolitano (Delpom), imagens de câmeras externas do próprio Metrô poderão ajudar na identificação dos estupradores. Até o início da tarde desta segunda, eles ainda não haviam sido encontrados.

O diretor de contratos da Prodata, José Carlos Martinelli, afirmou que a empresa nunca havia enfrentado um crime do gênero desde que passou a trabalhar no Metrô, em 2011. “A empresa registrou a ocorrência na Delegacia do Metrô e está prestando toda a assistência psicológica à vítima, que foi levada para um hospital. O assaltante destruiu o sistema de câmeras da cabine, o que provocou um curto-circuito que apagou as imagens registradas no computador.”

Martinelli afirma que a cabine permanece fechada desde o estupro e que o local escolhido para a sua instalação foi determinado pelo Metrô. Funcionários do Metrô, sob a condição de anonimato, relataram que o ponto em que o quiosque está instalado é perigoso e não é tão bem servido por câmeras de vigilância. Martinelli disse que a Prodata tentará discutir com o Metrô um lugar mais adequado para a instalação do posto de recarga. Ele também disse que não tem como confirmar se o olho mágico estava defeituoso e comunicou que a funcionária ficará afastada quanto tempo for necessário. O Metrô não se manifestou sobre o crime.

(Com Estadão Conteúdo)

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