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Jornada da Juventude vai barrar excesso de fiéis em missa do papa no Rio

Espaço reservado para a missa de encerramento do evento comporta 1,5 milhão de católicos. Acessos ao bairro de Guaratiba serão fechados para evitar superlotação

A organização da Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá em julho deste ano no Rio, trabalha com a possibilidade de aumento no número de fiéis para assistir à missa de encerramento celebrada pelo novo papa. A estrutura programada, no entanto, não será alterada. O local para abrigar a vigília e a missa final permanece sendo dois terrenos em Guaratiba, na Zona Oeste da cidade, de 3,5 milhões de metros quadrados – ou 2,4 milhões de metros quadrados de espaço para o público estimado em 1,5 milhão. E não há possibilidade de aumentar a metragem, mesmo com tudo apontando para a chegada de mais católicos interessados em ver o novo líder da Igreja Católica em sua provável primeira viagem ao exterior.

A alternativa da Dream Factory, contratada pela JMJ para organizar o evento, será vetar a entrada de mais fiéis nos acessos à Guaratiba. Quando o número de pessoas chegar a 1,5 milhão, serão fechadas as possibilidades de se chegar ao bairro pelo Recreio, Campo Grande ou Santa Cruz. Se, realmente, os terrenos em Guaratiba não tiverem como dar vazão à quantidade de católicos, a Dream Factory estuda transmitir a missa através de telões instalados na praia de Copacabana, onde, dois dias antes do encerramento da Jornada, o papa terá feito um breve pronunciamento.

Nesta terça-feira, o arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta deu uma benção para marcar o início das obras nos dois terrenos, que a Igreja tem chamado de Campus Fidei. Uma pequena estrutura foi montada onde, depois, será erguido o palco transformado em altar para o papa. Segundo Jomar Junior, diretor da Dream Factory, o palco terá dimensões muito maiores do que o montado no reveillón da raia de Copacabana. Ali, deverá haver espaço para 1.500 bispos e mais 300 pessoas.

O espaço é um descampado a perder de vista. O chão é terra e mato. Na segunda-feira, chegaram os tratores e os operários encarregados de terraplanar o terreno. O solo será todo de terra. “O nosso objetivo é não criar bolsões de piscina em caso de chuva”, explicou Junior. Jovens de diversos lugares do mundo passarão a noite de sábado, dia 27 de julho, no terreno de Guaratiba para a vigília e ali ficarão até o dia seguinte, no encerramento da jornada.

O lugar é duas vezes e meia maior do que o de Madri, a última cidade a receber a JMJ. O espaço será dividido em lotes, com infraestrutura para 30.000 a 50.000 pessoas. Em cada lote haverá uma ou duas ‘ilhas’, que são espaços com praça de alimentação, banheiros, postos médicos e telões. A obra terminará no fim de junho e no inicio de julho serão feitos os últimos testes para a jornada, que começará dia 23. Nos dois terrenos, circularão, além do 1,5 milhão de fieis, mais 100.000 pessoas, entre voluntários e funcionários.

O novo papa chegará a Guaratiba de helicóptero e circulará pelo terreno de papamóvel. “Essa será uma jornada de dois papas”, disse Dom Orani. O arcebispo do Rio fará uma missa, dia 22 de fevereiro, de agradecimento a Bento XVI, que foi quem escolheu o Rio como sede para a JMJ. “Irei agradecer a Deus pelo trabalho do papa Bento XVI”, disse. No dia 27, dom Orani irá a Roma acompanhado de dois outros padres envolvidos na organização da jornada do Rio. Na ocasião, será a última audiência do papa atual. “Depois também celebraremos uma missa antes da eleição do novo Santo Padre e, em seguida, quando eleito, mais outra missa”, afirmou.

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