João Campos: ‘É muito melhor ter um governador aliado a Lula’, diz pré-candidato em Pernambuco
Ao Ponto de Vista, ex-prefeito de Recife defendeu que parceria com presidente amplia investimentos federais e apostou na polarização das eleições de 2026
Para o pré-candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB), a proximidade política com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva será um dos principais diferenciais na disputa estadual de 2026. Em entrevista ao programa Ponto de Vista, de VEJA, o ex-prefeito do Recife afirmou que “é muito melhor ter um governador aliado, um governador parceiro, um governador amigo do presidente”, ao defender que essa relação facilita a chegada de investimentos e obras federais aos estados. (Este texto é um trecho do vídeo acima)
Segundo Campos, um alinhamento entre o Palácio do Planalto e o governo estadual permite ampliar parcerias em áreas como infraestrutura, educação e saúde. Na entrevista, ele citou a possibilidade de expansão de escolas, institutos federais e obras de infraestrutura como exemplos de ações que podem ser impulsionadas por essa relação política. “Lula vai governar mais quatro anos”, afirmou, ao justificar a importância de Pernambuco eleger um governador alinhado ao governo federal.
O pré-candidato também incluiu nessa estratégia os demais palanques aliados ao presidente no Nordeste. Ao citar os governadores Elmano de Freitas, do Ceará, e Jerônimo Rodrigues, da Bahia, ambos do PT, Campos afirmou que essas candidaturas compartilham uma identidade política comum com o presidente e tendem a defender esse vínculo durante a campanha eleitoral.
Na avaliação do socialista, a disputa de 2026 será marcada pela nacionalização das eleições estaduais. Segundo ele, a polarização entre os campos políticos também será reproduzida nos estados, aproximando as campanhas locais da eleição presidencial. Campos classificou seus adversários como integrantes do “campo bolsonarista” e da “direita radicalizada” e afirmou que a tendência é de consolidação desses dois polos ao longo da campanha.
A discussão surgiu após Laísa Dall’Agnol citar o avanço de candidaturas de oposição ao PT em estados nordestinos — como o Ceará e a Bahia, com Ciro Gomes (PSDB) e ACM Neto (União), respectivamente — e Pernambuco. Ao comentar esse cenário, Campos afirmou que, embora cada estado tenha características próprias, o ambiente eleitoral será influenciado pela disputa nacional entre os grupos políticos.
Ao abordar a corrida pelo governo de Pernambuco, o ex-prefeito também defendeu a coerência política de seu grupo. Segundo ele, a aliança com Lula não foi construída apenas para o período eleitoral, mas representa uma posição histórica do PSB em Pernambuco, o que, em sua avaliação, fortalece sua candidatura.
Campos ainda aproveitou a entrevista para estabelecer um contraste entre sua gestão na Prefeitura do Recife e a administração estadual. Sem citar realizações específicas do governo de Raquel Lyra (PSD), sua principal adversária na disputa pelo comando do estado, afirmou que Pernambuco não recebeu, na atual gestão, equipamentos como escolas técnicas, hospitais, policlínicas ou grandes obras de infraestrutura.
Como contraponto, o pré-candidato destacou realizações de sua administração na capital pernambucana. Entre elas, mencionou a construção do Hospital da Criança, a implantação de UPAs de especialidades, a entrega de mais de 100 creches e a ampliação do volume de investimentos do município. Segundo ele, os investimentos anuais passaram de cerca de R$ 240 milhões para R$ 1 bilhão durante sua gestão.
Ao concluir a entrevista, João Campos afirmou que o eleitor avaliará não apenas a capacidade administrativa dos candidatos, mas também suas alianças políticas e a possibilidade de estabelecer parcerias com o governo federal. Para o pré-candidato, esse será um dos fatores centrais da disputa pelo governo de Pernambuco em 2026.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.







