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Isolamento social reduz em mais de 50% os crimes violentos em Brasília

Estatísticas mostram forte queda no número de assassinatos, assaltos e estupros. Em contrapartida, aumentaram os furtos e roubos em lojas e residências

Por Hugo Marques - 14 Maio 2020, 16h15

Um empresário teve a casa invadida por dois assaltantes, há 20 dias, no bairro nobre do Lago Sul, em Brasília. Ele cumpria isolamento social com a família quando os homens pularam a cerca de metal e invadiram a residência. Um dos bandidos, visivelmente drogado, apontava o cano do revólver para as cabeças das duas filhas e da esposa do empresário, enquanto o outro criminoso reunia joias, dinheiro e objetos de valor. “Senti um pavor profundo naquele momento, pois eu não sabia se eles iam matar minha família”, disse a vítima, que pediu para não ter o nome divulgado.

O roubo em residências é um dos tipos de crimes que vem aumentando em Brasília neste período de pandemia de coronavírus. Na capital da República, o isolamento começou mais forte na segunda quinzena de março, mas teve seu auge em abril. Se comparado com o mesmo mês do ano passado, abril registrou aumento de 25% em roubo de residências. Também houve um aumento de 53% no número de ataques a lojas comerciais.

A boa notícia é que a quarentena diminuiu os índices de crimes violentos. As estatísticas da Secretaria de Segurança Pública do DF mostram que os homicídios caíram 44%, os estupros 54% e os assaltos 52%. Os furtos caíram 75%. “A queda vertiginosa do número de vários tipos de crimes se deu em função do isolamento social”, confirma Anderson Torres, o secretário de segurança do DF. Ele, porém, alerta para uma nova realidade: os criminosos deixaram as ruas e estão se concentrando seus ataques nas residências e através de golpes cibernéticos. A polícia está processando as informações sobre todos os crimes e acidentes de trânsito.

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