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Irmãos de Renê Senna querem excluir a viúva da herança

Eles recorreram da decisão judicial, que não encontrou nulidade no testamento

Por Da Redação 11 jun 2013, 17h32

Os onze irmãos de Renê Senna – o ex-lavrador que ganhou 52 milhões de reais na Mega-Sena em 2005 e foi assassinado dois anos depois – entraram com um recurso no Tribunal de Justiça do Rio pedindo que a viúva Adriana Almeida seja excluída do testamento. A ex-cabeleireira, que ficou conhecida como “Viúva da Mega-Sena”, era acusada de mandar matar o marido, mas foi absolvida pela Justiça em dezembro de 2011 por falta de provas.

No recurso, recebido no dia 4 de junho pela juíza Larissa Nunes Pinto Sally, os irmãos questionam a decisão do juiz Mário Cunha Olinto Filho, que no dia 30 de abril julgou improcedente o pedido de anulação do testamento de Senna. O documento determina que a herança seja dividida entre a filha única do ex-lavrador, Renata, e Adriana.

Na ação, que tramita há seis anos, os irmãos de Renê listaram uma série de irregularidades que acreditam poder tirar o efeito do testamento, como a “falta de idoneidade” das testemunhas presentes na assinatura do documento. Na denúncia contra Adriana à época da morte de Senna, o Ministério Público afirmava que Adriana planejou a morte do marido, que ao descobrir uma traição teria decidido cortar o benefício à mulher.

“Se o autor da herança fez ou não a melhor escolha, se ‘justa’ ou ‘injusta’ a disposição, isso não faz parte da discussão que aqui se trava, que é unicamente da legalidade do testamento”, afirmou Mário Cunha Olinto Filho em sua decisão do dia 30 de abril.

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