Investigação não encontrou elo com políticos, diz Haddad

Prefeito descartou interface política no esquema de fraude tributária na capital

Por Letícia Cislinschi - 30 out 2013, 15h10

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta quarta-feira que não há indícios de envolvimento de políticos no esquema de fraudes na cobrança do Imposto Sobre Serviços (ISS), que pode ter desviado até 500 milhões de reais dos cofres públicos. Três auditores fiscais foram presos.

“Perguntei à Controladoria-Geral do Município se havia alguma interface do esquema com o mundo político e a resposta preliminar que eu obtive é que essas pessoas tinham apenas um convívio social por ocuparem cargos importantes, mas que até agora não há nenhuma relação visível com políticos”, afirmou o prefeito.

De acordo com a prefeitura, a varredura sobre a atuação dos servidores envolve o período de outubro de 2010 até a data atual. “Se considerarmos o período que eles estiveram lotados nesses cargos, teremos de pensar desde 2007”, afirmou o controlador-geral do município, Mário Vinicius Spinelli.

Haddad classificou o esquema como “um dos maiores escândalos de São Paulo”.

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“Era um grupo pequeno de servidores, porque se não fosse teria sido descoberto antes. Nenhum governo está imune a isso, mas agora as pessoas vão pensar duas vezes porque sabem que tem um órgão para punir aqueles que sujam a administração pública”, disse o prefeito.

O ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) afirmou, por meio de sua assessoria, que “embora desconheça a investigação em curso na Secretaria das Finanças, apoia integralmente a apuração e, se comprovada qualquer irregularidade, defende a punição exemplar de todos os envolvidos”.

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