Investigação contra ministro do STJ chega a capítulo decisivo no Supremo
Termina neste domingo o prazo que a Polícia Federal tinha para investigar um dos magistrados da Corte no esquema de venda de sentenças
Termina neste domingo o prazo dado pelo ministro Cristiano Zanin, do STF, para que a Polícia Federal conclua o inquérito sobre suspeitas envolvendo o ministro Moura Ribeiro no esquema de venda de decisões judiciais no STJ.
Em maio, a PF pediu mais tempo para o relator do caso no STF. O objetivo dos investigadores era escrutinar toda a rede de relações do magistrado em busca de evidências de crimes.
Nos últimos meses, a PF vasculhou a vida de servidores do gabinete do magistrado além de parentes e pessoas próximas do próprio Moura Ribeiro, incluindo vínculos societários e movimentações financeiras.
Zanin autorizou o avanço das investigações, naqueles dias, porque considerava crucial elucidar as suspeitas no caso para determinar se as investigações do STJ seguem ou não no Supremo.
O Radar já mostrou que a defesa do lobista Andreson Gonçalves apresentou duros questionamentos ao Supremo em função de o suposto líder do esquema ter sido denunciado pela PGR ao STF, mesmo não tendo foro privilegiado para isso.
Na edição de VEJA que está nas bancas, o Radar revela que um dos operadores do esquema, o ex-assessor Márcio Toledo, decidiu tentar negociar uma delação premiada. Ele diz ter guardado uma longa lista de decisões judiciais fraudas e violadas por ele mediante pagamento de propina de figurões da República e grandes empresas, incluindo multinacionais.
O caso segue no gabinete de Zanin.
ATUALIZAÇÃO, 20/7/2026 — A assessoria do ministro Moura Ribeiro enviou a seguinte nota ao Radar: “O ministro Moura Ribeiro esclarece que desconhece a existência de qualquer investigação que o tenha como alvo, assim como a seus familiares ou servidores de seu gabinete. Reafirma, ainda, que são improcedentes e infundadas quaisquer tentativas de associá-lo ao caso envolvendo a suposta venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça (STJ).”







