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Integrantes de torcida organizada de time do Brasileirão são presos acusados de tortura

Agressões, ameaças, sufocamento e afogamento ocorreram com ao menos duas vítimas, informou a Promotoria da Bahia

Por Heitor Mazzoco Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 set 2026, 16h39 | Atualizado em 29 set 2026, 11h33
Integrantes de torcida organizada de time do Brasileirão são presos acusados de tortura Priorize VEJA no Google

Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Bahia (MP-BA), prendeu nesta segunda-feira, 28, dez integrantes da presidência e diretoria da torcida organizada “Bamor” em uma investigação que envolve tortura, roubo, extorsão, ameaça e associação criminosa. O grupo é formado por torcedores do Bahia, que disputa a primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Também foram cumpridos quinze mandados de busca e apreensão.

Entre os detidos estão o presidente e o vice-presidente da torcida organizada, Matheus Castro e Luciano Venâncio, respectivamente. “As investigações apuram prática de tortura física e psicológica ocorrida dentro da sede da torcida organizada contra pelo menos duas vítimas em julho deste ano. As apurações apontam que elas foram constrangidas a confessar supostas irregularidades mediante agressões, ameaças, sufocamento e afogamento. A tortura teria se estendido por horas com a utilização de tacos de beisebol, martelo e faca. Também são investigados crimes de roubo, extorsão, ameaça e associação criminosa”, afirmou nota divulgada pelo MP baiano nesta segunda. Entre os alvos da operação está um policial militar. O espaço para manifestação das defesas está aberto.

De acordo com as apurações, uma das vítimas teria sido chamada para prestar esclarecimentos sobre um possível desfalque financeiro nas contas da organizada. A vítima foi ao local e não desconfiou de que se tratava de uma emboscada. A partir daquele momento, o grupo acusado do crime de tortura forçou a vítima a confessar o suposto desfalque, o que não ocorreu. Ao afirmar que não havia cometido nenhum desvio, a vítima foi torturada.

Arma branca apreendida durante a operação
Arma branca apreendida durante a operação (MPBA/Divulgação)
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A operação foi realizada de forma integrada com o Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), o Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), a Força Correcional Especial Integrada (Force) da Corregedoria-Geral da SSP, com o apoio da Polícia Militar, por meio dos Batalhões de Choque, Especializado de Policiamento de Eventos (Bepe) e de Operações Policiais Especiais (Bope), do Patrulhamento Tático Móvel ou Motorizado (Patamo) e da Corregedoria.

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