Insegurança faz 79% dos brasileiros mudarem hábitos de consumo, revela Fiesp
Pesquisa mostra que medo da violência reduz frequência a restaurantes e comércios e compromete até despesas básicas do orçamento doméstico
A crise na segurança pública causa impactos que vão além do medo físico. Uma pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) aponta que 79% dos brasileiros alteram seus hábitos de consumo por conta da sensação de insegurança. Os dados foram obtidos com exclusividade pelo Radar.
O levantamento revela que o temor da criminalidade leva 38% dos entrevistados a deixar de adquirir ou utilizar determinados bens. Já 24% afirmam que reduziram a frequência em estabelecimentos comerciais, restaurantes e locais de lazer — cenário que prejudica o dinamismo da economia brasileira.
A pesquisa mostra ainda que o orçamento doméstico também é comprometido pela alta criminalidade: 35% dos participantes afirmam que precisam redirecionar recursos de despesas básicas (como alimentação e contas da casa) para cobrir prejuízos ou custos inesperados atrelados à insegurança.
Para o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, o medo da violência impede que o Brasil explore todo o seu potencial: “A insegurança deixou de ser apenas um debate de ordem pública para se tornar um ‘imposto invisível do crime’, que ataca o bolso das famílias e a competitividade do país” afirma o líder da entidade.
Os dados completos da Pesquisa Percepção Nacional de Segurança Pública 2026 serão apresentados durante um congresso sobre o tema na sede da Fiesp, na próxima segunda-feira (31). O evento terá a participação do senador e candidato ao governo do Paraná, Sergio Moro (PL), que preside o Conselho Superior de Segurança da entidade, e do ministro da Segurança Pública e Justiça de El Salvador, Gustavo Villatoro.







