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Indio da Costa, cacique do PSD no Rio, sonha com 2012

Partido já tem a maior bancada na Alerj. Nas eleições municipais, plano é estar em todos os palanques no interior, com objetivo de eleger 10 prefeitos

Por Cecília Ritto 1 nov 2011, 09h34

“É um projeto novo, com gente séria. Quem estava na base e na oposição se sentiu confortável para vir. O partido não será governista, que vota a favor de qualquer coisa, nem fará oposição por oposição. Faz todo o sentido para o eleitor”, explica Indio

Em seu curto ciclo de vida, o PSD não pode reclamar da hospitalidade no Rio de Janeiro. O partido já tem em sua conta sete prefeitos, 13 deputados estaduais e dois vereadores na capital. Na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), já é a maior bancada. A situação atual do PSD enche os olhos do presidente do diretório estadual, Indio da Costa, que, na condição de cacique para as eleições municipais de 2012, sonha alto: a meta é eleger, no mínimo, 10 prefeitos no estado, contando com sete reeleições. A legenda estará presente em todos os 92 municípios no próximo pleito, seja com candidatos próprios ou com alianças que garantam prestígio – e cargos – nas prefeituras.

O partido está em busca de quadros políticos com projetos afinados e com potencial de alavancar a consolidação da sigla. Já há interessados em disputar prefeituras de cidades importantes do Rio. É o caso de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e de Niterói, na região metropolitana. Serão, pelo menos, 15 candidatos próprios na corrida às prefeituras e outros 15 virão como vice em chapas encabeçadas, sobretudo, por PMDB e PT. “O PSD está montado nos 92 municípios”, afirma Indio.

O partido quer apito em todo o estado. Para começar a construir afinidades com o eleitor, o PSD tenta criar uma rede de políticos capaz de atender os mais variados interesses, e dialogar com os mais diferentes tipos de eleitor. Deputado estadual mais votado, Wagner Montes já está nas fileiras do novo partido. O secretário estadual de Agricultura e Pecuária, Christiano Áureo, já acertou seu embarque no grupo.. Nomes de deputados estaduais conhecidos nos municípios do interior também fazem parte do quadro pessedista. O nicho evangélico estará representado na legenda por Samuel Malafaia, Fábio Silva e Arolde de Oliveira.

A diversidade na aldeia do PSD é proporcional à abrangência de propostas defendidas pela legenda. “É um projeto novo, com gente séria. Quem estava na base e na oposição se sentiu confortável para vir. O partido não será governista, que vota a favor de qualquer coisa, nem fará oposição por oposição. Faz todo o sentido para o eleitor”, explica Indio. Os aspirantes a cargos públicos serão unidos por três regras norteadoras do PSD fluminense: a defesa do voto distrital, o empenho em reduzir impostos e a defesa dos royalties do petróleo do Rio de Janeiro.

Outro ponto de convergência será a aliança com Sérgio Cabral e Eduardo Paes. Todos os filiados também deverão seguir essa postura, mesmo aqueles que deixaram o PR, partido de Antony Garotinho, desafeto de Cabral. Indio, com a cancha de quem foi candidato a vice-presidente, circulará pelo estado em campanha, ao lado de pessedistas de peso em cada região. Não estará ele próprio disputando as eleições, e dedicará seu tempo a estar nos palanques do PSD e ao lado de Paes em sua campanha à reeleição naq capital.

Para a Câmara Municipal da capital, a estratégia foi a de procurar políticos que possam se eleger com cerca de 8 mil votos. “Nosso máximo será um candidato que chegou a 11 mil votos em uma legislatura passada”, diz Indio, que acredita contar, a partir de 2013, com um número entre dois e cinco vereadores pessedistas.

Enquanto reúne e organiza tanta gente, Índio também cuida da arrumação da casa. Mais precisamente, dedica-se a arrumar uma casa, propriamente dita, para ser a sede do PSD. Por enquanto, as reuniões acontecem em seu escritório particular. Mas o plano é instalar o partido em uma sala na Cinelândia, centro nervoso do Rio.

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